Recife é uma cidade com uma cena musical que tem de tudo, como já dizia a letra de uma conhecida banda da capital pernambucana. Entre artistas regionalistas e outros que unem estas raízes a ritmos mais jovens, destacam-se também os que fazem um rock em estado cru, como é o caso do Sweet Fanny Adams.
O quarteto de nome esperto conseguiu em pouco tempo tocar em diversos festivais do Norte, Nordeste e Centro Oeste do País (incluindo Abril Pro Rock, Bananada e Calango) e lançou dois EPs, sendo que o mais recente, ''Fanny, You're No Fun'' saiu pelo veterano selo independente Midsummer Madness, do Rio de Janeiro, em parceria com a Bazuka Discos, de Pernambuco.
A receita? Além de tocar com muita qualidade, buscaram referências em uma das bandas mais bem-sucedidas do new rock. Todas as quatro músicas do disquinho lembram The Strokes, inclusive no timbre de voz e na maneira de cantar. Há também ecos de Stooges, MC5 e outros grupos clássicos do som sujo e garageiro.
Diego Araújo (vocal e baixo), Leonardo Gesteira (guitarra e voz), Hélder Bezerra (guitarra) e Rafael Borges (bateria) apresentam neste trabalho quatro músicas, com uma pegada indie dançante e grudenta. Começa com ''Hate Song #3'', de ritmo bem marcado. ''Killing Spree'' vem na sequência, mantendo o clima de pista. O lado mais agitado dos músicos aflora em ''She Wants to Burn'' (uma ironia nervosa marca as músicas, como se pode perceber pelos títulos), que injeta mais sujeira nas guitarras. O disco fecha com ''C'mon Girl'', uma espécie de ''resumo da ópera'', que mostra todas as possibilidades do quarteto.

SERVIÇO
- Fanny, You're No Fun pode ser adquirido por R$ 7 no site www.mmrecords.com.br

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