SOM NA CAIXA - Rock de broncos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
Com 15 anos de existência, a banda Sara 572 é uma das mais resistentes formações da cena rock da região metropolitana de Curitiba. Oriundo da cidade de Pinhais, este quarteto cunhou um termo próprio para definir seu estilo: Bronco-rock brasileiro. Eles até escreveram um ''Manifesto Bronco'', que está disponível na íntegra em seu perfil no site www.myspace.com/sara572broncorock.
No dicionário, bronco tem significados como tosco, grosseiro, estúpido, ridículo, zombeteiro. Todos esses significados são assumidos pelo grupo, que faz uma interessante e divertida mistura de punk rock, surf music, ska, psychobilly, samba e regionalismos. As letras, de uma simplicidade punk, refletem de forma caricata o quanto o homem moderno está confuso diante do mundo que criou. Neste ponto, remetem ao discurso do Devo, mas sem falar em regressão do ser humano, e sim em estagnação - a frase chave de seu manifeto é ''Nada transformamos, nada criamos, tudo rudimentamos''.
Neste álbum ''Nos Tempos do Bronco Rock'', lançado há pouco pelo selo curitibano Discos Voadores, o grupo registra dez músicas, boa parte composta pelo núcleo da banda, formado por Almeidassauro (voz e batuque) e Morto Man (guitarra, voz e teclados). Algumas já são bem conhecidas de quem acompanha seus shows, como ''Casos estranhos, estórias esquisitas e assuntos banais'' e a instrumental ''The life of the surf (o outro lado do isopor)''.
Um dos destaques é a cover de ''O dia em que tudo deu certo'', dos Ídolos de Matinee, uma das primeiras bandas de rock alternativo de Curitiba. O Sara 572 até conta com um ex-integrante desta extinta banda em sua formação: o baixista Renato Quege (que também tocou no Beijo AA Força, outro grupo antológico da cena curitibana).
SERVIÇO
O álbum pode ser adquirido pelo e-mail sara572broncorock hotmail.com


