SOM NA CAIXA - Referências noventistas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de maio de 2008
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
Os anos 90 tiveram uma musicalidde que gerou diversas bandas na cena de Curitiba, antenadas com as tendências daquele período. Muitas desapareceram, mas boa parte de seus músicos fundou outros projetos. O X-Máquina, que está em atividade desde 2002, pode ser considerado um representante da 'ressaca dos anos 90' na cena curitibana. Três dos integrantes vieram do Fuksy Faluta, banda que teve uma considerável repercussão no fim da década.
Deste grupo, trouxeram as influências da época, como uma guitarra que ora carrega a psicodelia moderna de Jane's Addiction e ora remonta a sujeira de Seattle, a vontade de afirmar a brasilidade no rock, e um clima de lual nas canções mais tranquilas, rementendo ao ''punk de praia'' do Sublime. Os outros dois músicos saíram de bandas como Real Sub e Coletiva, que faziam conexões com o hip-hop (estilo que ficou de fora nesta nova banda).
''Obra Inconclusa'', primeiro registro do quinteto, foi lançado no formato SMD, uma opção mais barata de disco físico, com a mesma qualidade sonora do CD - o fator econômico é estampado no próprio disco, em que está impresso o preço. As seis músicas trazem um rock que remete aos 90, mas não são previsíveis e possuem características próprias.
O disco começa nervoso com ''Fake Industrial''. Fica mais pop em ''Todos os Lugares'', e vai oscilando entre momentos calmaria e fúria. Esta última, assim como ''Rabisco'' e ''Encabulada'' têm participação de Priscila Graciano, do Grupo Fato, na percussão e backing vocals. Quanto às letras, que foram compostas como poesias rústica, não há refrão. Elas fogem da mesmice, assim como a sonoridade do grupo.
SERVIÇO
- Obra Inconclusa pode ser adquirido através do site www.xmaquina.com.br por R$ 5, mais despesas de envio


