SOM NA CAIXA - As muitas variantes da black music
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de maio de 2008
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
Dez anos após seu surgimento, o MUV (Movimento Uniformemente Variado) lança o álbum de estréia, ''Os Movimentos'', em que agrega estilos de black music, tanto estrangeiros (como soul, funk, afro-beat, jazz-rap, hip-hop, salsa e reggae) quanto nacionais (samba, baião, afoxé, entre outros) em uma interessante mistura.
Fundado no Rio de Janeiro em 1998, com o músico Ricardo Verocai à frente da banda, o MUV incorporou no ano seguinte a cantora, atriz e bailarina Kátia Drumond à formação. Juntos eles assinam a produção do CD (gravado no Rio e Curitiba entre 2005 e 2006) e hoje residem na capital paranaense.
''Os Movimentos'' dá nome não apenas ao disco, mas a seu conceito. As 14 canções são dispostas em quatro movimentos: apresentação, romântico, consciência e atitude, nesta ordem. De fato as músicas iniciais não são as mais expressivas e só preparam o caminho para o ouvinte, dando uma pista das misturas - ''Intro'' traz um vocal soul sobre uma base reggae, enquanto a faixa título junta funk com hip-hop e até tem um solo de guitarra hendrixiano.
Na quarta faixa está uma das melhores do disco, ''Estrela da Vida Real'', com melodia redonda e um jeito de cantar que transita entre a diva soul e a cantora MPB. Kátia Drumond varia bastante seu vocal, sendo que o melhor desempenho está nas passagens de funk (o original, e não o carioca), enquanto Ricardo Verocai manda bem no hip-hop. O disco conta com participações especiais do cantor de reggae jamaicano Pato Banton, do maestro, arranjador e guitarrista carioca Arthur Verocai e do percussionista panamenho Augustín Flores.
SERVIÇO
- Álbum 'Os Movimentos' pode ser adquirido através do e-mail [email protected]


