Som dos anos 70 ainda mexe com os fãs
Nem todos os fãs estão empolgados com as turnês brasileiras do Focus e do Rush. O londrinense Juarez Rezende coleciona discos da primeira banda desde os anos 70, mas deixou o antigo entusiasmo para trás.
Um dos motivos foi a saída do guitarrista Jan Akkerman. ''Ele era um chato perfeccionista, mas era um dos melhores guitarristas dos anos 70. Sem ele, o grupo não funciona'' diz. Akkerman deixou a formação em 1975, logo após a gravação do álbum ''Mother Focus'', estabelecendo uma prolífica carreira-solo.
Dez anos depois, chegou a registrar um disco ao lado de Thijs Van Leer, tecladista e flautista da banda, mas logo retomou seus projetos individuais. Juarez, que é diretor do grupo de teatro Meta, diz que já utilizou temas instrumentais do Focus em suas peças.
''Eu pegava fragmentos das músicas para colocar na trilha e o pessoal gostava. O som despertava curiosidade, porque o Focus sempre teve um público meio restrito, não era um grupo tão badalado quanto o Pink Floyd ou o King Crinson'' lembra. Embora tenha desfeito sua coleção, ele mantém alguns discos da banda no velho formato de vinil, incluindo um raro álbum-solo do baixista Cyril Havermans.
Diferente de Juarez, o cabeludo Douglas Santiago está ansioso para assistir ao show do Rush, uma de suas bandas favoritas. Morador de Ribeirão do Pinhal, diz que vai à apresentação do grupo no estádio do Morumbi, em São Paulo. ''É uma turnê inédita, eles nunca tocaram no Brasil'' salienta. O jovem conta que ouve o Rush desde os anos 80.
''Gosto da musicalidade da banda que, por ser um trio, vai além. E acho que o baterista, Neil Peart, é um dos melhores do mundo'' afirma. Para Douglas, os primeiros discos são os melhores. Nos anos 90, acrescenta, a banda passou a recorrer excessivamente aos sintetizadores em detrimento das guitarras, o que teria comprometido a sonoridade original.
O alívio para os fãs teria vindo com o último álbum, ''Vapor Trails'', mais pesado e cuja turnê chega agora ao Brasil.(N.S.)





