Som alto no carro também não pode
Aos domingos o trânsito de carros do lado da mata do Parque Barigui é proibido. Por isso as pessoas estacionam em frente às casas, querem ir na contra-mão e perturbam a paz de todos, reclama a moradora das imediações do Parque Barigui, Shirley Lobato da Costa.
Ela conta que a Associação de Moradores do Parque tomou a medida de organizar um abaixo-assinado por que era impossível entrar ou sair de casa aos domingos no período de grande movimento no parque, das 16h às 20 horas. Tínhamos de marcar nossos compromissos em horários determinados pelos que invadiam as calçadas. Além disso, não conseguíamos conversar, assitir televisão e muito menos descansar em casa.
O som dos carros é ensurdecedor. O parque é público mas há limites para o seu uso. Reclamamos dos abusos que nos transformavam em prisioneiros em nossa própria casa, afirma. Ela reconhece que o som das lanchonetes não se ouve das residências. O dos carros é que incomoda. E não é só isso. As pessoas usam os muros para fazer xixi e outras coisas. Bebem muito e não respeitam ninguém. A gente fica com medo.
Os moradores têm razão de reclamar. O som dos carros não tem muito a ver com o gosto pela música. É uma competição entre equipamentos potentes. O aparato dos carros excede o lazer saudável, reconhece o secretário do Meio Ambiente Sérgio Tocchio. (E.M.C.)





