São Paulo - A solteirice aos 30 e tantos anos, para a atriz Mônica Martelli, rendeu o monólogo "Os Homens São de Marte...E É pra Lá que Eu Vou", peça que atraiu 2 milhões de pessoas. Agora, um filme espera repetir o sucesso do espetáculo.
A produção estreia hoje. Segue a cartilha das atuais comédias nacionais e vai na trilha de um precedente favorável: o filme "Minha Mãe É uma Peça" também oriundo do teatro e campeão nacional de bilheteria em 2013, com 4,6 milhões de ingressos vendidos.
Mônica, hoje com 46 anos, interpreta a protagonista, inspirada em sua própria vida: a empresária Fernanda, que pula de homem em homem em busca do marido perfeito.
Para dirigir o longa, orçado em R$ 7 milhões, ela chamou o cineasta Marcus Baldini (de "Bruna Surfistinha"). "Meu papel foi mais contribuir para contar a história, porque quem viveu tudo isso foi a Mônica", diz o diretor.
Baldini também ajudou a compor o universo dos parceiros de Fernanda, que na peça são só citados, mas, no filme, ganham o corpo de Marcos Palmeira, Eduardo Moscovis, Peter Ketnath e Humberto Martins.
Coincidência ou não, Fernanda vai acumulando naufrágios amorosos conforme transa com seus parceiros logo no primeiro encontro. "Não é machismo", diz Mônica. "É que a Fernanda espera tanto encontrar o amor que acaba cedendo para o desejo do outro até ficar calejada e saber escolher a hora certa."
Segundo ela, a adaptação não encerra a saga da personagem, que começou a ser bolada numa sala na casa da mãe dela e se inspirou no best-seller de autoajuda "Os Homens São de Marte, as Mulheres São de Vênus", de John Gray.
O filme estreia em 450 salas de cinema e deve virar uma série do GNT em 2015.
Outros dois filmes saídos dos palcos não foram tão bem: "Irma Vap - O Retorno" e "Trair e Coçar É só Começar", ambos de 2006, não atraíram nem meio milhão de público.

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