Sol brilha todos os dias do ano
ReproduçãoA praia de Nusa Dua é famosa: tem mar manso e toda infra-estrutura turística
Nunca faz frio na ilha, a meio caminho entre a Ásia e a Austrália. O sol costuma aparecer por volta das cinco e meia da manhã e só se põe depois das nove da noite. Os prédios não podem ter altura superior a de um coqueiro. Na área central da ilha, existe uma cordilheira com cerca de 3 mil metros de altitude, cujo pico é denominado Gunung Agung, ou Montanha Mãe.
Há dois lugares que chamam bastante a atenção, as aldeias de Kuta (no sul) e Sanur. Localizadas em pontos opostos da costa, são verdadeiros recantos da calma, que apesar da grande procura turística ainda preserva beleza e sossego. A praia de Kuta tem água bastante limpa, areia fina e ondas enormes. Característica que a tornou palco de disputas internacionais de surfe. As ondas de Sanur são menores, boas para a prática de esportes náuticos, e também point de surfistas. Outra praia famosa é Nusa Dua, com mar manso e toda infra-estrutura turística.
Entre um banho de mar e outro, não deixe de visitar um belo templo balinês, o Ulu Watu. Denominado o templo do amor, fica pertinho da praia no alto de um rochedo, onde acontecem muitas cerimônias religiosas e festas tradicionais. Em Sanur, há uma boa rede de hotéis, tipo bangalôs. Quem deseja hospedagem mais sofisticada deve procurar a localidade de Nusa.
A vila de Ubud é considerada a capital artística e cultural da ilha. Outra dica é sair de Ubud com destino a Lake Batur, onde existe um lago formado dentro de uma cratera. É possível dormir no local e até tomar banhos noturnos nas piscinas naturais de água quente que saem do vulcão. A visão do alto desta montanha é fantástica, aproveite para tirar fotos.
Em outra vila, a Tampaksirim, está concentrado um grande número de artistas que fazem belas esculturas em marfim. Para conhecer um pouco do sagrado, visite a Caverna do Elefante, ou Goa Gajah. O nome tem a ver com a estátua de Ganesh, um deus hindu com cabeça de elefante, colocada no interior da caverna.
Muitas aldeias, aproveitando a visitação de estrangeiros, desenvolveram uma espécie de indústria do artesanato. A população confecciona peças bem interessantes em madeira, ouro, prata e em corais. Nos restaurantes, carne, peixe e arroz nunca faltam numa refeição. Se você não tem sangue baiano, faça seu pedido ao garçom com pouca lada - pimenta no idioma local. Normalmente, os pratos são muito apimentados e quem não está acostumado pode ficar decepcionado com o sabor.
Os museus são maravilhosos, exibem objetos de arte pré-históricos. Há vários conservatórios de música, e muitos espetáculos de dança e shows das orquestras balinesa e javanesa. Os movimentos das dançarinas explicitam a religiosidade secular da ilha. Uma dança típica feminina é a legong, executada especialmente por meninas, mas existe pelo menos uma centena de encenações. Entre elas, a baris, o kebyar e o jauk (um espetáculo muito interessante, onde os dançarinos também usam máscaras). O ketchak, ou dança do macaco, é um espetáculo típico, representado por 100 homens que cantam e dançam em ritmo perfeito. (C.C.)





