Veja bem, não confunda ‘‘sofrito’’ com ‘‘sofrido’’, que de sofrimento já basta o que tem no mundo. Do que estou falando? Nada mais que aquele refogado básico com o qual fazemos a base do gosto do feijão, da ‘‘vaca atolada’’ e tantos outros molhos com os quais as pessoas cozinham no dia-a-dia. Na culinária mediterrânea principalmente, se o ‘‘sofrito’’ não for caprichado, vamos comprometer toda a qualidade do prato que estivermos preparando - risotos, ensopados, cassoulets e mesmo uma simples macarronada. A indústria bem que tentou, algumas vezes com sucesso, embalar as melhores receitas dos imigrantes italianos e espanhóis em suas caixinhas. Mas nada supera um bom refogado feito com ingredientes ainda frescos. É claro que não vai ser ‘‘abra -e-esquente-no-microondas’’, mas, no máximo em 10 minutos você poderá deliciar-se com o melhor refogado, impossível de encontrar já pronto. E não esqueça, tenha a mão pelo menos um tomate de verdade.
Refogado básico
(para 2 pessoas, mas que pode ser aumentado a gosto, variando-se o número de tomates)
1 tomate grande e maduro, sem casca e sem sementes, picado em cubos. (Abro um parêntese aqui para lembrar que os tomates absorvem muitos agrotóxicos e que descascá-los é uma maneira de deixá-los mais saudáveis).
1 cebola grande em cubos
3 dentes de alho socados com sal
1/2 copo de azeite ou óleo de sua preferência
1 folha de louro
1 colher de café de açúcar
Páprica picante ou doce, ou pimenta do reino recém-moíida, ou um pequemo pedaço de pimentão microoscopicamente picado. Mas estes ingredientes são opcionais.
Acrescente ao azeite quente os ingredientes, pela ordem da receita. Estará pronto quando o tomate derreter e apurar um pouco. É bom que ele sofrite no óleo, para apurar. Se não resistir, aumente-o com molho pronto. A este molho podem ser acrescentados carne vermelha, aves, peixes, camarões, etc.
(Maria de Los Angeles)

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