Sobreviventes do rock
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de março de 2010
Omar Godoy<br> Equipe da Folha 
Mais de 30 músicas em duas horas de apresentação. É o que prometem Titãs e Os Paralamas de Sucesso na turnê ''25 Anos de Rock'', que chega ao Teatro Guaíra, em Curitiba, neste fim de semana. São dois shows, hoje e domingo, em que as bandas tocam, juntas e separadas, um verdadeiro desfile de clássicos. Uma espécie de diversão remunerada para os músicos em meio às excursões individuais dos grupos, que no ano passado voltaram a gravar discos de inéditas.
''Cada banda escolheu o que queria tocar da outra e todo mundo se encontrou no estúdio'', conta o baixista dos Paralamas, Bi Ribeiro, em entrevista à FOLHA. Segundo o músico, a maior parte do show (cerca de 20 canções) acontece com as duas formações reunidas no palco. ''Tocamos uma enxurrada de hits, é uma grande festa'', afirma. O repertório, ele adianta, traz músicas como ''Diversão'', ''Selvagem'', ''Vital e Sua Moto'', ''Beco'', ''Flores'' e ''Óculos'' - só para ficar nas mais antigas.
Bi lembra que esta é a terceira edição do projeto, iniciado no fim dos anos 80 e que rendeu um DVD, gravado em 2008. Curitiba, no entanto, ainda não viu o show, que já passou por quase todas as grandes cidades brasileiras. ''É a única capital em que não tocamos. O que é curioso, pois os Paralamas sempre começam as turnês pela cidade'', diz o baixista que, se pudesse escolher, tocaria em outro espaço. ''Apesar de o Guaíra ser fantásico, acho que esse show funciona melhor em lugares maiores'', admite.
Questionado sobre as afinidades artísticas entre os músicos, Bi cita influências que estão na raiz de ambos os grupos, como o ska e o pós-punk. Mas reconhece que o principal ponto em comum é mesmo extramusical: a longevidade das duas bandas. ''A fórmula é nunca parar e gostar da estrada'', ensina.
Ele tem razão. Ao contrário de outros grupos que vem e vão, Paralamas e Titãs jamais interromperam as carreiras - ao contrário de nomes como Barão Vermelho, Kid Abelha e Camisa de Vênus, cuja trajetória inclui pausas temporárias. Mesmo quando foram ameaçados por tragédias (como o acidente com Herbet Vianna e a morte de Marcelo Fromer), os dois grupos continuaram na ativa. ''Somos os últimos sobreviventes da nossa geração'', diverte-se Bi.
SERVIÇO
■ 25 Anos de Rock
Quando - Hoje, 21h e domingo, 20h
Onde - Teatro Guaíra
Quanto - R$ 115 (plateia, setor azul), R$ 110 (platéia, setor rosa), R$ 100 (primeiro balcão, setor rosa), R$ 90 (primeiro balcão, setor verde), R$ 70 (primeiro balcão, setor amarelo), R$ 70 (segundo balcão, setor amarelo) e R$ 55 (segundo balcão, setor verde)
* Os ingressos para o show de hoje já estão esgotados.


