Uma das atrações mais esperadas do Festival Internacional de Londrina (Filo) será aberta ao público hoje. ‘‘Città Invisibili’’ é um projeto interdisciplinar e multimídia, concebido pelo diretor Pino Di Buduo, que foi desenvolvido na cidade pelo grupo italiano Potlach. O resultado deste trabalho, que teve a participação de mais de 150 técnicos e artistas londrinenses, será mostrado hoje, amanhã e domingo, às 19 horas, no câmpus da Universidade Estadual de Londrina.
Poucas coisas foram antecipadas pelo diretor Pino Di Buduo. Uma delas é que o público poderá fazer, literalmente, uma viagem pela identidade invisível de Londrina. Em uma hora e meia, os espectadores vão percorrer uma trilha atravessando diversos ambientes dentro de uma mata. A possibilidade de explorar todos os sentidos é grande, garante Pino Di Buduo.
O projeto envolve teatro, música, arquitetura, dança e antropologia. ‘‘É um espetáculo de Londrina para Londrina’’, comenta o diretor. Sem revelar as surpresas que a instalação promete, Pino Di Buduo antecipa que durante o percurso pela trilha o público vai se deparar com bailarinas de dança do ventre, coro medieval, banda, dança latino-americana e dança clássica – tudo protagonizado por londrinenses, que atuam ao lado dos 26 atores do Potlach.
Pino di Buduo chegou à cidade em março para encontrar o espaço, artistas e associações para trabalhar na concepção do projeto. A mata da UEL foi escolhida para ilustrar fragmentos invisíveis da memória de Londrina. ‘‘São coisas da cidade que as pessoas não conhecem ou nunca perceberam. A viagem mostra como será perceber isso pela primeira vez’’, diz.
‘‘Città Invisibili’’, inspirado nas ‘‘viagens’’ do livro homônimo de Ítalo Calvino, pode ser descrito como uma aventura-interferência no passado.
O projeto foi desenvolvido pela primeira vez em 1991, em Fara Sabina, cidade sede do Potlach, localizada próximo a Roma. Em 10 anos, o projeto foi montado em vários países, como Inglaterra, Estados Unidos, Suécia, Itália, e com diferentes ambientações.
A entrada do público para a instalação na UEL será pelos fundos do prédio do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa). O percurso prossegue mata adentro, até a Capelinha – réplica da primeira igreja de Londrina.

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