Sob o olhar dos vulcões
Quito - A diversidade é o que mais fascina em Quito. No mesmo dia é possível apreciar construções históricas e, logo em seguida, chegar bem perto de um vulcão em atividade. Afinal, a capital equatoriana está aos pés de um deles, o Pichincha.
Os vulcões podem ser apreciados em El Panecillo, uma pequena colina onde está a estátua de ''La Virgen de Quito'', e de onde é possível ver toda a cidade e os vulcões nos arredores.
Vulcão em atividade mais alto do mundo, o Cotopaxi está localizado no parque nacional de mesmo nome, na província de Pichincha, a cerca de 95 quilômetros de Quito. A vista do cume, a 5.897 metros de altitude e perenemente nevado, é de tirar o fôlego. Sua base está a mais de 3 mil metros de altitude, onde é comum sentir dores de cabeça e náuseas devido ao menor nível de oxigênio no ar. Por isso, a dica é fazer uma aclimatação antes de encará-lo.
Parte dos turistas que procuram o Cotopaxi vai à montanha para atingir seu cume, mas o parque oferece outras atrações, como lagos e campos com uma grande diversidade de animais pouco habituais no cotidiano, como condores e cervos.
Geralmente, quem vai para a escalada, costuma acampar no parque, claro que com a devida permissão da administração. A subida é iniciada no início da madrugada para o retorno de manhã. O frio é intenso no local.
De tempos em tempos o Cotopaxi costuma dar o ar da graça. Desde 1738, já foram registradas mais de 50 erupções no local, responsáveis por boa parte dos vales em torno da montanha, formados pela mistura de lama, magma e outros materiais expelidos durante as atividades vulcânicas.
Apesar de o Cotopaxi ser o mais famoso, existem outros 52 vulcões no Equador. Pelo menos dez deles ainda estão ativos. Ao sul de Quito e cercado por duas cordilheiras montanhosas, está a Avenida dos Vulcões. O roteiro sai da capital equatoriana em direção ao sul, pela Rodovia Panamericana.
Mais próximo do centro de Quito está o Pichinha, vulcão com 4.784 metros de altitude. O turista deve ter cuidado ao ir até o vulcão. Além da altitude, os ladrões ameaçam quem chega ao pé do Pichincha. Para avistá-lo, a dica é usar o teleférico. A mais bela vista da cidade é do topo do morro Cruz Loma, ponto final de bondinho, que alça os visitantes a 4.050 metros de altitude, num passeio de 2,5 quilômetros de extensão, e os coloca ao lado do vulcão Pichincha.
De lá se avista o cume de Cotopaxi, Antisana e Cayambe, outros vulcões que ganham tons rosados com o pôr-do-sol. A estação fica a 15 minutos do centro histórico e o passeio custa US$ 8 para os estrangeiros. Porém, é bom ir bem de manhã, com sol, já que conforme o teleférico sobe, a neblina aumenta e a visão vai ficando encoberta. Lá em cima, na estação de parada, há restaurantes, mirantes para fotos e balões de oxigênio. Um passeio que serve para testar o coração principalmente na subida, quando o teleférico anda bem lentamente e de vez em quando sofre algumas paradas. (T.M.)





