Sob embargo cerrado, Cuba sobrevive graças a turismo.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 1997
Reali Júnior Agência Estado 
Epitácio Pessoa/AEHavana, a capital: as divisas estrangeiras que entraram em Cuba com o turismo permitem que o país financie a metade de suas compras de petróleo e outras matérias-primas fundamentaisCuba foi um dos destinos mais procurados pelos turistas europeus no ano passado, revelam operadores de turismo na França, enquanto o próprio governo de Havana confirma ter recebido em 1996 cerca de 1 milhão de turistas estrangeiros - 30% a mais do que no ano anterior.
Uma pesquisa feita na França sobre o local de férias ideal para 1997, resultou na escolha de Cuba e suas praias. Italianos, canadenses, franceses, espanhóis e alemães de classe média formam o grosso do batalhão que escolheu Cuba para passar suas férias no ano passado, um turismo atrativo por ser bem mais barato do que outros destinos e garantir o sol do Caribe. Diversos filmes franceses rodados no interior de Cuba, foram sucesso nas últimas temporadas européias, contribuindo para aumentar o fluxo de turismo para Havana.
As divisas estrangeiras que entraram em Cuba apenas com o turismo permitem que o país financie a metade de suas compras de petróleo e outras matérias-primas fundamentais, constituindo um alívio para o regime de Fidel Castro que, sob embargo, pode respirar um pouco.
Com a abertura de Cuba para o turismo de massa será cada mais difícil para Fidel manter o regime muito fechado, pois os contatos da população com os estrangeiros serão cada vez maiores. O próprio Fidel Castro sabe disso e tem sido cobrado nas suas viagens ao exterior, mesmo pelos seus amigos, inclusive da França. Mas sob isolamento internacional, ele ainda não encontrou a fórmula ideal que garanta uma abertura política sem por em risco, a médio prazo, sua sobrevivência e a do próprio regime.


