Sob a inspiração de Bach
Violista Jhonatan Santos apresenta recital que mostra a influência da obra do músico alemão através dos séculos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Violista Jhonatan Santos apresenta recital que mostra a influência da obra do músico alemão através dos séculos
Marcos Roman - Grupo Folha 
A história da música erudita pode ser dividida antes e depois da existência de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Um dos maiores compositores de todos os tempos, o músico alemão influenciou todas as gerações que surgiram depois dele. Mestre do contraponto, abriu novos caminhos para interações melódicas entre os diferentes instrumentos, permitindo que a música se tornasse um conjunto das “vozes” dos vários instrumentos, onde todos os tons “falam”.

A genialidade de Bach serve de fio condutor para o recital de viola clássica que o violista Jhonatan Santos apresenta nesta terça-feira (26), no Teatro do Centro Cultural Sesi/AML, com entrada gratuita. Durante o evento que integra a programação da Temporada Bravi 2019, o músico propõe ao público uma viagem pela inventividade musical através do tempo, tendo como ponto de partida a obra do músico alemão.
O recital “Uma Viola, Bach e os Séculos” começa com a partir da “Suíte Nº 1”, composta por Bach. A partir desta composição, Jhonatan Santos faz uma ligação com obras que se seguiram pelos séculos, de Max Reger (1873-1916), Henri Vieuxtemps (1820-1881) até o compositor brasileiro José Guerra Vicente (1907-1976), de modo que o público tenha uma percepção tanto dos elementos interpretativos dos vários períodos quanto da importância da obra de Bach para a música.
Entre quem estuda música no contexto histórico, diz-se que aprender a tocar Bach é o caminho para tocar toda música, justamente por significar o domínio das melodias possíveis. A composição passou, depois dele, a ser marcada por essa procura. O concerto proposto por Jhonatan pretende mostrar, em parte, esse trajeto. “A suíte de Bach é um formato de composição que é uma abertura para as danças”, diz ele, explicando historicamente que a música, nas antigas cortes, servia para incentivar a dança, sendo coadjuvante dela, mas evoluiu com o trabalho dos compositores e a complexidade das suítes, principalmente de Bach, trazendo a música para primeiro plano. “Esse formato de composição influenciou a Max Reger e a conexão que mostro entre os compositores das diferentes épocas”, explica Jhonatan Santos.
De volta a Londrina
O recital proposto por Jhonatan acompanha obras que estiveram em sua formação como músico. Essa formação começou em Londrina, em 2005, através de um projeto de extensão da Casa de Cultura da UEL, em aulas de instrumentos mantidas por músicos da OSUEL. A profissionalização do violista se deu na orquestra sinfônica da Bahia, onde ingressou aos 19 anos e tornou-se músico de orquestra, depois chefe de naipe na Orquestra Juvenil da Bahia e professor e Coordenador Pedagógico da classe de Violas do programa NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestra Infantis e Juvenis da Bahia).
Com a Orquestra Juvenil da Bahia, o londrinense participou de três turnês internacionais, pela Europa e Estados Unidos da América e de concertos pelo Brasil. De volta à Londrina, Jhonatan é o idealizador da "Academia Orquestral Bravi", fundada em 2017, que trabalha com formação de Orquestras de Cordas e Prática de Música de Câmara para diferentes níveis e idades. Na Bravi, é coordenador artístico, pedagógico e professor de violino e viola, atua como músico convidado em concertos da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina.
Serviço:
Recital “Uma Viola, Bach e os Séculos”, com Jhonatan Santos
Quando - Terça-feira (26), às 19h30
Onde - Teatro Sesi/AML. (Rua Maestro Egídio Camargo Amaral, 130)
Entrada gratuita


