Antônio Mariano Júnior
Londrina
Bastam alguns minutos de conversa para constatar o quanto Norton Morozowicz gosta do Festival de Música de Londrina. ‘‘É óbvio, ele é músico e também diretor artístico’’, poderiam argumentar alguns. O que não deixa de ser verdade. Mas o prazer em comandar um festival que a cada ano ganha mais força e prestígio tem um motivo muitíssimo especial: o maestro foi seu criador, em 79. ‘‘Hoje, o festival é um dos eventos mais conhecidos. Talvez um dos melhores’’- diz ele com orgulho indisfarçável.
Norton Morozowicz está pela segunda vez consecutiva à frente da direção artística do evento (no total são sete vezes no cargo, se incluir também sua participação numa comissão artística em 88) que, neste ano, completa sua 17ª edição. O investimento, estimado em cerca de R$ 500 mil, provém dos Governos do Estado e Municipal e também da (ainda tímida) iniciativa privada. Mesmo com dinheiro para fazer um bom festival, Morozowicz não deixa de, diplomaticamente, apontar um empenho financeiro maior do empresariado de uma maneira geral. ‘‘O que falta é a cultura do mecenato, que ainda não acordou no Brasil’’- arrisca.
Enfim, o que importa é que o Festival de Música de Londrina saiu. E caberá a Norton Morozowicz, na condição de maestro, reger a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina que fará hoje, logo mais às 20h30, no Cine-Teatro Ouro Verde, o concerto de abertura do evento (veja texto nesta página) . A seguir, os principais trechos da entrevista que Morozowicz concedeu à Folha2.O maestro Norton Morozowicz fala
das alegrias e dificuldades em dirigir
o Festival de Música de Londrina

mockup