Só na malandragem
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
Jakeline Greice <br> TV Press 
A veia cômica de Érico Brás se sobrepõe aos poucos personagens que já interpretou na tevê. Na pele de Jurandir, o carioca malandro do seriado ''Tapas & Beijos'', da Globo, o soteropolitano iniciou sua carreira como o taxista Reginaldo na baianíssima série ''O Paí, Ó''. Foi convidado pelo diretor Márcio Meirelles para integrar a Companhia Bando de Teatro Olodum, da qual também fazia parte o ator Lázaro Ramos. Logo surgiu o convite para viver mais um papel de malandro, o boa-vida Agenor, no filme ''Quincas Berro d'Água'', baseado na obra de Jorge Amado. Depois de viver personagens cômicos, agora o ator quer ir mais adiante. Pensa em interpretar um vilão após o seriado na Globo. ''Tem pessoas que me falam na rua: 'terça é dia de rir com você!''', deleita-se.
Nome - Érico Brás de Oliveira.
Nascimento - Em 11 de março de 1979, em Salvador.
Primeiro trabalho na tevê - Na série ''Ó Paí, Ó'', com a interpretação do taxista Reginaldo.
Atuação inesquecível - A atual, como Jurandir, na série ''Tapas & Beijos''.
Interpretação memorável - Do ator Lázaro Ramos na série ''Sexo Frágil'', onde interpretava Priscila e Fred.
Ao que gosta de assistir - ''Profissão Repórter'', da Globo.
Ao que nunca assistiria - Programas sensacionalistas.
O que falta na televisão - ''Programas educativos, principalmente voltados para crianças''.
O que sobra na televisão - ''Acho que tudo é permitido. Mas os temas educativos não podem ser esquecidos''.
Ator - Milton Gonçalves.
Atriz - Marília Pêra.
Com quem gostaria de contracenar ''Não consigo escolher uma única pessoa''.
Se não fosse ator gostaria de ser - ''Eu não sei o que seria''.
Novela preferida - ''Que Rei Sou Eu?'', de Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco.
Canção inesquecível de trilha sonora - A música de abertura da novela ''O Salvador da Pátria'', da Globo em 1989: ''Amarra o Teu Arado a Uma Estrela'', do cantor Gilberto Gil.
Vilão - A atriz Joana Fomm como Perpétua, a beata da novela ''Tieta'', exibida pela Globo em 1989.
Personagem mais difícil de compor - ''Está sendo o Jurandir de 'Tapas & Beijos', porque ele é carioca e eu sou baiano''.
Que novela gostaria que fosse reprisada - ''Viver a Vida'', de Manoel Carlos, exibida pela Globo em 2009.
Que papel gostaria de representar - ''Um vilão. Quero fugir da comicidade dos personagens que fiz''.
Filme - ''Amarelo Manga'', dirigido por Cláudio Assis em 2003.
Livro: ''Na Casa De Meu Pai'', de Kwane Anthony Appiah.
Autor - ''Abdias do Nascimento foi o maior colaborador e defensor do 'teatro-negro' no Brasil''.
Diretor - Mauro Lima, diretor do filme ''Meu Nome Não É Johnny''.
Uma mania - ''Tomar banho ouvindo música alta''.
Um medo - ''Na idade em que estou, o medo não me cabe. Quero ousar. Tenho vontade e paixão pelas pessoas e pela vida''.
Projeto - ''Dirigir vários longas''.


