Uma voz rou­ca, um vio­lão e um re­per­tó­rio re­chea­do de ­hits in­ter­na­cio­nais. O que pa­re­ce uma tri­vial com­bi­na­ção, foi a ba­se pa­ra o mi­nei­ro Em­mer­son No­guei­ra con­quis­tar o ­País. Fe­nô­me­no do mer­ca­do fo­no­grá­fi­co na­cio­nal, o can­tor se apre­sen­ta ho­je no Ia­te Clu­be, em Lon­dri­na, tra­zen­do o re­per­tó­rio da tur­nê ‘‘Clás­si­co dos ­clássicos’’.
  O ­show co­me­ça às 23h, com pro­mo­ção da Fo­lha de Lon­dri­na e do por­tal Bon­de. Os por­tões ­abrem às 21h. Ele so­be ao pal­co com sua ban­da Ver­são Acús­ti­ca, for­ma­da pe­los mú­si­cos Mar­cos Fal­cão (vio­lão), Lu­cia­no Men­don­ça (bai­xo), Fe­li­pe Gri­lo (te­cla­do), Lu­cia­no Bap­tis­ta (gai­ta), Zé Ma­rio (ba­te­ria) e as bac­king vo­cals Va­nes­sa Fa­rias e Ca­ro­li­ne Mar­ques.
  O es­pe­tá­cu­lo ­traz ver­sões pa­ra can­ções con­sa­gra­das dos ­anos 60, 70 e 80. Du­ran­te ­duas ho­ras do ­show, No­guei­ra in­ter­pre­ta te­mas po­pu­la­res co­mo ‘‘Tic­ket to ­Ride’’ (Bea­tles), ‘‘­Wish You We­re ­Here’’ (­Pink ­Floyd); ‘‘Mrs. ­Robinson’’(Si­mon & Gar­fun­kel); ‘‘Ra­dio ­Gaga’’ (­Queen); ‘‘Roc­ket ­Man’’ (El­ton ­John); ‘‘Ha­ve You ­Ever ­Seen The ­Rain’’ (Cree­dan­ce Clear­wa­ter Re­vi­val); ‘‘Ven­tu­ra ­Highway’’ (Ame­ri­ca); ‘‘I ­Still ­Haven’t ­Found ­What I’m Loo­king ­For’’ (U2); e ‘‘My ­Sweet ­Lord’’ (Geor­ge Har­ri­son).
  Ob­via­men­te não fal­ta­rão fai­xas da ban­da Su­per­tramp, sua pre­fe­ri­da e da ­qual re­gra­vou ‘‘­Dreamer’’, ‘‘Hi­de in ­Your ­Shell’’, ‘‘­It’s Rain­ning ­Again’’, ‘‘The Lo­gi­cal ­Song’’ e ‘‘Gi­ve a Lit­tle ­Bit’’. No­guei­ra re­jei­ta o ró­tu­lo co­ver pa­ra de­fi­nir seu tra­ba­lho, o ­qual pre­fe­re cha­mar de re­lei­tu­ra. ­Suas ver­sões man­têm a es­tru­tu­ra das gra­va­ções ori­gi­nais, mas bus­ca re­ves­tí-las com ar­ran­jos no­vos. Um exem­plo é ‘‘­Overkill’’, hit do gru­po aus­tra­lia­no Men at ­Work, no ­qual ele in­se­riu o rit­mo do for­ró na in­tro­du­ção e no fi­nal da can­ção.
  No­guei­ra, ho­je com 37 ­anos, to­ca vio­lão des­de os 15. Co­me­çou sua car­rei­ra em pe­que­nos ba­res no­tur­nos de Mi­nas Ge­rais. Mon­tou e fez par­te de di­ver­sas ban­das, en­tre ­elas uma ‘‘Led Zep­pe­lin ­Cover’’. Par­ti­ci­pou de ­mais de 200 fes­ti­vais na dé­ca­da de 90, ven­cen­do vá­rios de­les com com­po­si­ções pró­prias. Che­gou a gra­var um ál­bum in­de­pen­den­te em par­ce­ria com Leo­ni (ex-Kid Abe­lha). O tra­ba­lho au­to­ral, po­rém, foi aos pou­cos ofus­ca­do pe­lo pro­je­to de ver­sões, em­bo­ra ­seus dis­cos e ­shows in­cluam te­mas ins­tru­men­tais as­si­na­dos.
  No re­cém-lan­ça­do ‘‘Em­mer­son No­guei­ra – Ver­são Acús­ti­ca Vol. 4’’, uma pe­ça ins­tru­men­tal ofe­re­ce uma pi­ta­da de mú­si­ca cai­pi­ra de ­raiz com o mú­si­co exe­cu­tan­do uma vio­la de dez cor­das. A ‘‘fór­mu­la do ­sucesso’’ foi des­co­ber­ta de­pois de uma tem­po­ra­da nos Es­ta­dos Uni­dos, on­de ele es­pe­cia­li­zou-se em can­tar can­ções con­sa­gra­das em in­glês. Seu pri­mei­ro dis­co foi lan­ça­do no fi­nal de 2001 pe­la gra­va­do­ra ­Sony/BMG. Era o pri­mei­ro vo­lu­me da bem-su­ce­di­da sé­rie ‘‘­acústica’’. De pa­ra cá, o ar­tis­ta só tem ar­re­ba­nha­do ­mais sim­pa­ti­zan­tes lo­tan­do to­dos os lu­ga­res em que se apre­sen­ta.
  O ­show de ho­je te­rá qua­tro ­áreas de di­vi­são: pis­ta, ca­ma­ro­te, ­além de ­dois es­pa­ços pa­ra me­sas. O se­tor A fi­ca­rá bem em fren­te ao pal­co e te­rá ca­pa­ci­da­de pa­ra ­mais de 90 pes­soas; e no cen­tro, o se­tor B aco­mo­da­rá cer­ca de 80 pes­soas, to­das sen­ta­das em me­sas de ­seis lu­ga­res, com di­rei­to a uma tá­bua de ­frios e dez cer­ve­jas. As me­sas cus­tam R$ 720 e R$ 600, res­pec­ti­va­men­te.

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