DISCO/LANÇAMENTO Smashing Pumpkins volta às origens A banda norte-americana dispara distorção em seu novo disco e traz de volta o baterista Jimmy Chamberlain ReproduçãoSmashing Pumpkins: clima de entra-e-sai de integrantesReproduçãoPeso e distorção marcam as faixas do novo disco Nelson Sato De Londrina O retorno do baterista demitido, a troca de baixista e muita distorção ao longo das faixas do novo álbum marcam a nova temporada do Smashing Pumpkins. A banda de Chicago acaba de lançar ‘‘Machina/the machines of God’’, no qual a agressividade das guitarras e os berros enjoativos do vocalista Billy Corgan contrastam com as baladas acústicas do trabalho anterior. A opção pelo peso, contudo, aponta menos para uma mudança radical de sonoridade do que para uma volta às suas origens quando surgiu no auge da zoeira grunge. ‘‘Machina/the machines of God’’, já disponível no Brasil pela gravadora Virgin, oscila entre o barulho sufocante de canções como ‘‘The Everlasting Gaze’’ (escolhida para clipe e execução em rádio), ‘‘The Imploding Voice’’ e ‘‘Heavy Metal Machine’’ a melodias angustiadas de faixas como ‘‘This Time’’ e ‘‘I Of The Mourning’’. Na balada ‘‘With Every Light’’, o álbum até que esboça um vôo mais alto, com Corgan retraindo os agudos anasalados para valorizar vocais sobrepostos e teclados etéreos. Mas é só uma pegadinha para enganar ouvintes incautos. No conjunto, ‘‘Machina/the machines of God’’ soa convencional demais para uma banda que foi tida como a melhor da América, depois do Nirvana. É o quinto trabalho do quarteto (excetuando-se a coletânea de lados B ‘‘Pisces Iscariot’’ e a caixa de singles ‘‘The Aeroplane Flies High’’). Durante as gravações, houve um entra-e-sai no estúdio. A loira azeda D’Arcy Wretzky tocou baixo nas sessões e depois pediu o boné. Um mês depois foi presa por porte de drogas e punida com a prestação de serviços educativos à comunidade. Em seu lugar entrou a bonitona Melissa AufdeMar, que tocava com Courtney Love na banda Hole. Para a bateria, foi reconvocado o baterista Jimmy Chamberlain, demitido há três anos por uso de drogas. Billy Corgan, por sua vez, continua firme no leme. Com sua performance vocal intragável.