No sábado (24), a poesia falada ocupa a Usina Cultural em Londrina no Slam dos Campeões, etapa final do circuito de slam que vai definir o representante londrinense para o Slam Paraná (Slam PR).

Estão concorrendo à vaga a multiartista Etra - @_etraaa -, o produtor cultural AK Black -(@ak_black.013 -, a artista e pesquisadora Viva - @viva.arte20 -, a estudante de Ciências Sociais Maria Ruína (@s0mari4) e o professor Luiz Doc - @luiz_doc96.

“O Slam é um projeto mundial que visa democratizar a poesia e tirar das academias. Começou nos Estados Unidos e veio para o Brasil por volta de 2008, com a Roberta Estrela D’Alva (atriz, slammer e diretora teatral), que fazia nos teatros. Depois de um tempo o Slam começou a ser feito nas ruas e vários estados adotaram essa batalha de poesia falada, que é diferente da batalha de rima, pois não é, necessariamente, um embate direto entre duas pessoas, mas sim rounds com apresentações individuais e o próprio público dá a nota”, explica Luis Sandrim, cofundador do Slam Blackout, coletivo que promove o Slam dos Campeões.

Sandrim explica que a poesia falada faz parte da cultura hip hop, consolidada em Londrina, especialmente por meio do rap e das batalhas de rima. Ter uma cena tão forte contribui, mas também impõe desafios aos promotores de Slam.

“A batalha de rima valoriza muito o improviso e o ‘dar o sangue’ para sobressair ao outro, ao adversário. O Slam entra no hip hop com o ritmo e poesia, mas o diferencial é que tem um tempo dedicado àquela poesia, para desenvolver uma parada já decorada, que exige tempo para escrever, ensaiar e entender a melhor forma de passar a mensagem para as pessoas”, detalha.

Foi esse ambiente que Sandrim encontrou quando chegou a Londrina em 2021: foco nas batalhas, MCs e rappers reconhecidos. Nesses espaços ele também encontrava muitos poetas.

“Nos eventos, nas batalhas de rima, nas manifestações de rua, tinha poetas declamando poesia, mas não tinha lugar para esses poetas. Aí junto de duas amigas: Camila Cristina e Hilary Alves que também cursavam Artes Cênicas (na UEL) iniciamos a construção de um slam aqui”, conta Sandrim.

O Slam na Usina Cultural vai reunir um público que só cresceu nos últimos anos
O Slam na Usina Cultural vai reunir um público que só cresceu nos últimos anos | Foto: Divulgação

IDEIA ERA OCUPAR O CENTRO

Após seis meses de laboratório de estudo e pesquisa por referências nasceu o “Slam Blackout - A poesia que invade a cidade”. “Nossa ideia principal era ocupar o centro da cidade e também atravessar o cotidiano das pessoas, para que elas se sentissem mexidas quando passassem. Contamos com quem participa da cena e com esse público espontâneo também”, revela o slammer.

A primeira edição do Slam Blackout aconteceu em 2024, no Bosque Central, e no ano seguinte o coletivo já estava apto a participar dos circuitos estadual e nacional. A representante londrinense no Slam PR em 2025 foi a rapper e MC Cleópatra.

O evento do próximo sábado, marcado para começar às 19h, na Usina Cultural, promete uma noite desafiadora para os competidores: “É muito difícil estar na frente das pessoas e ganhar de outros poetas ‘casca grossa’”, diz Sandrim, mas também para os jurados, que são escolhidos entre o público.

“Depois da ambientação, temos, a escolha do júri e uma poesia de calibragem, para que eles entendam como funciona a competição e quais os critérios de avaliação”, explica o slammer. Entre uma poesia e outra está previsto show com a cantora londrinense Rhai - @rhai.wav

O vencedor do Slam dos Campeões vai representar Londrina no Slam PR no mês de novembro.

* Com assessoria.

SERVIÇO:

Slam dos Campeões

Quando: sábado (24), a partir das 18h30

Onde: Usina Cultural (Av. Duque de Caxias, 4159, Londrina/PR)

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