Os anos 90 vão chegando ao fim e, quando se fizer o balanço musical do período, é provável que o Skank seja saudado como o grupo mais bem-sucedido da década.
Shows lotados, execução maciça nas rádios, ótima vendagem de discos e crítica favorável combinam-se na trajetória dos mineiros Samuel Rosa, Henrique Portugal, Haroldo Ferreti e Lelo Zanetti. Mesclando ritmos brasileiros e jamaicanos, como Paralamas em seus primeiros passos, o grupo alcançou o máximo de potência pop com a adição de baladas no álbum Siderado (Sony Music).
É a turnê desse álbum, que já vendeu 650 mil cópias desde seu lançamento há cinco meses, que traz o quarteto pela terceira vez a Londrina onde se apresenta hoje a partir de 23 horas no Cinema Café (Av. Rio Branco, 135-A, tel. 043/338-00-80). Skank chega para apagar as velas do primeiro aniversário da casa. Como novidade, promete fazer a estréia do cenário de Cláudio Torres, que assina também a direção do clipe ‘‘Resposta’’, a primeira faixa do disco a emplacar nas FMs.
O show vai reunir músicas do novo trabalho e sucessos dos três álbuns anteriores - Skank(1993), Calango(1994) e O Samba Poconé(1996). Depois da turnê nacional, que inclui ainda várias capitais e cidades do interior do nordeste, a banda excursiona pelos países vizinhos de continente. Em seguida, deve gravar um disco ao vivo e simultaneamente lançar um homevideo.
É sobre esses planos que o baixista Lelo Ferreti falou na entrevista que se segue. Os ingressos antecipados para o show estão à venda a R$ 15,00 na loja Mr. Cat, no Catuaí Shopping.



Orepertório do show é o material do ‘‘Siderado’’??
Lelo Zaneti - O público do Paraná é um dos que vêm acompanhando o grupo desde o início da carreira, então vamos mostrar antigos sucessos também como ‘‘Pacato Cidadão’’, ‘‘Te Ver’’, ‘‘O Homem que Sabia Demais’’ e outros.
Que comparações você faz entre o Siderado e os demais discos da banda?
Lelo Zaneti - Acho que ele é um disco mais de canções. A música ‘‘Resposta’’ talvez tenha mostrado novas possibilidades para o grupo, fazendo com que a gente experimentasse coisas na linha do Clube da Esquina. Vejo o Siderado como um álbum para se escutar inteiro, sem pontuar uma ou outra música como sendo a melhor. Estamos abrindo ele aos poucos, trabalhando cada faixa. Por ter essa cara coesa, acho que ele remete ao Calango (de 1994), que era um trabalho homogêneo e que trazia uma certa coerência entre as faixas. O Samba Poconé (1996), por sua vez, tinha uns picos que acabaram ofuscando algumas faixas.
Vocês já falaram que planejam gravar um álbum ao vivo. É o projeto para o próximo ano?

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