Skank lança primeiro álbum de inéditas em seis anos
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segunda-feira, 09 de junho de 2014
Giuliana de Toledo<br>Folhapress 
São Paulo - Com "Velocia", que chega às lojas nesta semana, o Skank quebra um jejum de seis anos sem lançar um disco de músicas inéditas, desde "Estandarte" (2008).
"Nesse meio tempo, a banda ganhou autoconfiança e se permitiu lançar o álbum só quando achou conveniente e se deu também o direito de não preparar nada antes de ir para o estúdio", diz à reportagem o vocalista Samuel Rosa.
Assim, sem planejar, Samuel, Haroldo Ferretti (bateria), Henrique Portugal (teclados) e Lelo Zaneti (baixo), aos 23 anos de banda, acabaram por fazer um disco que passa por diferentes momentos musicais de sua carreira.
Essas fases incluem desde as influências jamaicanas dos primeiros anos - especialmente em "Ela me Deixou", o primeiro single - até as baladas folk experimentadas nos anos 2000.
Na temática, voltaram-se ao romantismo, à crítica política e ao futebol - os dois últimos assuntos motivados por episódios recentes.
A faixa que abre o CD, "Alexia", narra um golaço feito pela jogadora espanhola Alexia Putellas, do time feminino do Barcelona, em partida contra o Zaragoza em junho passado, um mês antes de a banda começar as gravações. Na canção, a jovem de 20 anos é comparada em talento a Elvis Presley, Jimi Hendrix e Lionel Messi. "Foi uma jogada digna de Maradona e Pelé, mas ?Alexia 'não veio para substituir ?É uma Partida de Futebol' (música de 1996) , que é definitiva", destaca Zaneti.
Já o tom político aparece em "Multidão", que elogia os protestos de junho passado. A faixa é uma parceria com BNegão e Nando Reis, que também assina com Samuel mais cinco canções do disco.
"O Nando sempre nos deu 100% de aproveitamento nas composições. Se o índice continuar o mesmo, vamos ter seis hits", ri o vocalista.
Samuel também compôs faixas com Emicida, Lucas Silveira (da banda Fresno), Chico Amaral (parceiro em "Vou Deixar", entre outros sucessos) e a cantora e compositora Lia Paris, promessa da cena de São Paulo.
Apesar do tom político de "Multidão", Samuel, de 47 anos, se diz "por ora" com medo de manifestar apoio a algum candidato deste ano.
No ano passado, no Rock in Rio, o cantor dissera: "Maconha é proibido, mas mensalão pode fazer de novo, né?". A declaração motivou o compartilhamento nas redes de um vídeo de 2010 em que Samuel elogiava Aécio Neves, agora pré-candidato do PSDB à Presidência.
"Essa perseguição é uma forma de sabotagem à expressão política. Se for ver lá atrás, eu também apoiei o Lula. O Skank tocou na campanha do Lula e, depois, tive que responder na rua sobre a questão do mensalão", diz.
"Agora prefiro não dizer nada, porque não me defini e tenho medo de ser cobrado lá na frente por questões que fogem ao meu alcance."


