DivulgaçãoHerança imperialA Ilha Fiscal, prédio neo-gótico encomendado por D. Pedro II no final do século passado, estará no roteiro turístico do rebocador Laurindo PitaO Comando Militar do Leste (CML) decidiu abrir seus sete fortes e sítios históricos na Baía de Guanabara para a visitação turística em 98. Até o momento, apenas o Forte de Copabana pode ser visitado pelo público.
Também o 1º Distrito Naval (DN) está preparando surpresas para os turistas: a Marinha está recuperando o rebocador Laurindo Pita, que participou da Primeira Guerra Mundial, para, até junho de 98, realizar roteiros turísticos que partirão da Praça XV de Novembro, passarão pelo espaço cultural das Docas (antigo Lloyd) e pela Ilha Fiscal, onde se fez o último baile do Império no Brasil.
A prefeitura pretende ainda deslocar a atual estação das barcas, na Praça XV, para que a Baía fique à vista e ali possa atracar cruzeiros transatlânticos. O projeto ganhou o apoio do comandante do Distrito Naval, o vice-almirante Alberto Carlos Aguiar, que anunciou ainda que a Marinha está recuperando o submarino Riachuelo, para servir de museu, que também será aberto à visitação turística.
Revitalização A visita aos fortes será feita com a orientação de guias do próprio Exército e os turistas pagarão uma taxa (ainda não definida) pelos passeios. Ainda em janeiro deverá estar pronto o roteiro de catamarã (barco de alta velocidade, com capacidade para 400 pessoas), turistas da Marina da Glória à Fortaleza de Santa Cruz, próxima à Niterói. Já a Aeronáutica deverá fazer com que o aeroporto da Barra da Tijuca, em ampliação, sirva para aviões de pequenos e médio portes, para executivos, integrando-os ao turismo da cidade.
A prefeitura do Rio está tentando também convencer o Comando Militar do Leste a abrir a Restinga de Marambaia ao turismo ecológico. ‘‘Concordamos em fazer isso no futuro, desde que se combinem os nossos interesses com os da população e dos turistas’’, afirmou o general José Luiz Lopes da Silva.
Com a iniciativa das Forças Armadas, a expectativa é dobrar, nos próximos quatro anos, o número de turistas que visitam a cidade (atualmente são 1,8 milhão ao ano). A participação das Forças Armadas será fundamental para a revitalização do Centro do Rio, um projeto em que o município deverá investir entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões.

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