As sucessivas invasões ao longo dos séculos e o legado das civilizações que conquistaram o território que abriga Israel fizeram da região um paraíso para os aventureiros. Escavações arqueológicas de grande porte existem em vários pontos do país, inclusive a maior em curso em todo o planeta a de Beit Shean, perto do Vale do Jordão.
É possível tropeçar em gigantescas escavações arqueológicas da era romana ou em mosaicos bizantinos em pleno mercado árabe ou em pontos afastados da Cidade Velha.
Além de Beit Shean, onde se caminha pelas ruínas de uma cidade inteira da era romana que está sendo meticulosamente reconstruída, na mesma faixa de território que vai de Jerusalém até Tiberíades, ao norte, é possível encontrar ruínas de edificações desde 65 a.C. até a conquista muçulmana, sete séculos depois. Ao sul, no Deserto do Negev, escavações na região de Nahal Tillah procuram recuperar vestígios da civilização egípcia de 5 mil anos.
Acre, ao norte da costa mediterrânea, que já caiu sob o domínio de diversos conquistadores, preserva os traços da dominação dos cruzados. Em direção ao sul, 50 km depois de Haifa, vale uma parada nas ruínas de Cesaréa, cidade que Herodes dedicou a César.
Boa parte das escavações em todos esse locais são bancadas pelo governo israelense, por um motivo estratégico. Trata-se do resgate da identidade e cultura nacionais, que remonta às 12 tribos que formaram a Israel bíblica. Trocando em miúdos, toda essa herança escavada justifica, na visão israelense, o direito histórico do povo judeu sobre o país.
Por isso, talvez, os israelenses se orgulhem tanto da maior relíquia arqueológica descoberta neste século, os pergaminhos do Mar Morto. Encontrados praticamente intactos, em 1947, por acaso, após ficarem dois mil anos perdidos no interior de grutas da região de Qumram, os pergaminhos foram escritos provavelmente por religiosos no início da era cristã que viviam confinados na região do Mar Morto.
Os textos mantiveram-se conservados porque ficaram guardados dentro de vasos de cerâmica e, portanto, protegidos da luz. Entre os textos encontrados (uma parte exposta no Santuário do Livro, em Jerusalém) há um manuscrito completo do Livro de Isaías.

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