Além da sua habitual Temporada Ouro Verde, com concertos mensais que têm sido realizados no Cine Com-Tour/UEL em manhãs de domingo, a Orquestra Sinfônica da UEL vai realizar também, a partir do dia 7 de maio, a Temporada "Som que toca a alma", na Capela da Catedral, ao longo deste ano.

O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (30) pelo regente e diretor artístico da orquestra, Maurizio Colasanti, em entrevista coletiva que teve a presença da diretora da Casa de Cultura, Magali Kleber, e do chefe da Divisão de Música, o trompetista Cícero Cordão.

Os concertos serão à noite, a partir das 19h30, sempre em dias de semana – o primeiro, numa terça-feira. E serão gratuitos. O maestro definiu o tipo de música que pretende levar à Capela como "introspectiva". Segundo ele, o repertório será voltado mais para a música camerística, não necessariamente religiosa e nem de um único período histórico. "Queremos cobrir toda a história da música nestes concertos", disse. Obras de três autores fazem parte do primeiro programa: Albinoni (que é barroco), Handel e Bach.

O maestro Colasanti diz que a iniciativa da realização da Temporada "Som que toca a alma" pretende "fazer os admiradores da nossa música voltarem a frequentar o centro da cidade, como faziam quando tínhamos o Teatro Ouro Verde". Ele fez questão de enfatizar que percebe uma grande identificação da orquestra com seu público, e que isso deve ser motivo de orgulho para Londrina, "por poder contar com uma orquestra sinfônica como a da UEL, algo que não existe em muitas capitais do Brasil". Para Colasanti, a temporada na Capela da Catedral vai estreitar esses laços.

A diretora da Casa de Cultura, Magali Kleber, aproveitou para lembrar que o público presente domingo passado, no Cine Com-Tour/UEL, aceitou com naturalidade o início da cobrança de ingressos nos concertos da Temporada Ouro Verde. "O cinema teve a lotação habitual. Acho que as pessoas compreendem a necessidade que todos têm de ajudar a sustentar um bem cultural, como é a orquestra, cuja manutenção é dispendiosa e trabalhosa, mas representa um privilégio para a nossa cultura", disse a diretora. A arrecadação, feita pela Associação de Amigos e Apoiadores da OSUEL (AMOS), entidade conveniada à UEL, é toda aplicada nas atividades da orquestra.

O chefe da Divisão de Música, Cícero Cordão, lembrou ainda que, além das atividades artísticas, a orquestra sinfônica cumpre uma importante função pedagógica, fazendo apresentações em escolas e outros ambientes onde se pode atuar para a "formação de público". "Todos conhecem as dificuldades por que passam, de maneira geral, todos os projetos voltados para a cultura no Brasil, mas nós temos encontrado uma grande receptividade por parte da comunidade londrinense", completou.

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