Sinfonias e... aquela música do Titanic
- Cê não vai conversar comigo?, pergunta impaciente o pequeno Nik.
- Vou, vem aqui!
E lá vem Nik com o pequeno violino - modelo 1/4 - debaixo do braço. Agitado e falante, o pequeno músico precisa ser auxiliado no raciocínio pelo pai. É natural que seja, já que é uma criança que por causa dos adjetivos vem cativando a todos no Festival de Música. É o aluno mais novo. O único a ter aulas individuais - com o pai. Mas para se integrar aos demais coleguinhas, os pais o inscreveram no Método Suzuki, uma das disciplinas oferecidas pelo FML.
Nik ainda desconhece a dimensão que a presença e a vocação musical que têm. Pudera, é, sobretudo, uma criança como outra qualquer que tem direito de brincar e falar o que lhe vem à cabeça. Eu gosto de violino porque me acostumei. Meu pai me ensinou bastante coisa e eu gostei- afirma. Ó, os meus amigos falam que eu toco bonitinho- emenda.
Sim, vira e mexe o pequeno músico se torna o centro das atenções quando pega o violino para tocar na escolinha onde estuda ou mesmo no prédio onde mora. É impossível não parar para ver e ouvir esse pinguinho de gente. Os dedos correm no pequeno violino. Às vezes, não toca as notas exatas. E aí ele olha para o pai que vai falando a escala certa.
Nik afirma categoricamente que gosta de música erudita. Claro que a palavra erudita precisa ser explicada pelo pai. Às vezes ele coloca sozinho um disco com uma sinfonia e fica ouvindo - confirma o pai. Ele não gosta das Chiquititas, não gosta de samba, não gosta de sertanejo, não gosta do É o Tchan, mas ...Eu gosto daquela música do Titanic- informa.
Bem, famoso como músico ele quer ser. E tem em quem se espelhar: o pai. Ó, eu gosto de ver quando o meu pai e o tio Norton (Morozowicz, diretor artístico do FML e maestro da Osuel) tocam na orquestra- diz ele. (A.M.J.)





