''Sinbad: A Lenda dos Sete Mares'', vagamente inspirado no lendário personagem de ''Os Contos da Noites Árabes'', a nova animação da poderosa DreamWorks, entra hoje em exibição nas salas brasileiras (veja a programação de filmes na página 2) com a valorosa e não inteiramente inglória missão de alistar a platéia de momento fascinada por ''Procurando Nemo'', esta gracinha de desenho.
Com um argumento bem menos envolvente e mágico que seu competidor mais direto neste menu de férias, ''Sinbad'' conta a história de dois amigos de infância, o personagem-título e Proteus, candidatos a ingressar na marinha num tempo de remotíssima ''era uma vez''. Adultos, Proteus agora é príncipe, e Sinbad, ladrão. Os dois se reencontram por conta de um Livro da Paz que Proteus quer levar até sua cidade, e Sindab, roubá-lo. Muitas aventuras, tempestades em alto-mar, aves gigantes, monstros marinhos, uma garota apaixonada.
Tecnicamente sem surpresas um mix de tradicional animação ''hand made'' e recursos gerados por computador e de limitada inspiração quanto a provocar genuína diversão e encantamento, esta é primeira incursão neste século ao território de Sinbad, personagem que o cinema homenageou pelo menos uma dezena de vezes, a primeira em 1947. Em confronto com o impagável hit ''Shrek'', esta nova animação da DreamWorks é apenas modesta e nem de longe assusta o momento privilegiado da antagonista Pixar. Na versão dublada em português, Thiago Lacerda empresta a voz a Sinbad e Giovanna Antonelli faz a namorada Marina. O confronto com os originais Brad Pitt e Catherina Zeta-Jones só será possível mais tarde, na versão DVD ou VHS em inglês. (C.E.L.J.)

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