Marcos NegriniIrene Zanetti (em primeiro plano) é a líder da revolução da Terceira Idade em MaringáPara muitos filhos, o idoso que um dia foi pai-herói ou a querida mãezinha, acaba se transformando num problema social, num peso morto que só cria confusão. Solitário, isolado dentro da própria família o idoso, às vezes nem tão ‘‘velho’’ assim começa a morrer, e o que é pior, sem que ninguém faça nada.
Alguns filhos ainda tentam integrá-los ao dia-a-dia da família. Mas muitos só fazem um social de praxe com o idoso e logo voltam às suas vidas atribuladas. Conectado ao mundo apenas pelo aparelho de TV, muitos ainda em preto-e-branco, o idoso retoma sua vidinha solitária que se mantém graças às lembranças do passado. Ele só se relaciona quando vai ao banco receber a minguada aposentadoria.
Essa história tão comum em várias famílias felizmente para alguns idosos já terá um final mais feliz. Os mais do que ativos grupos de terceira idade estão cada vez mais atuantes em todo o Brasil. Em Maringá, o grupo do SESC reúne cerca de 600 idosos que, este mês, contam com uma programação intensa que começou ontem e vai até 28 de setembro, Dia do Idoso. A maior entusiasta destas atividades é a ex-administradora de empresas Irene dos Reis Zanetti, 46, anos, que há oito anos trabalha como técnica em recreação. Coordenadora do grupo de terceira idade, ela é considerada a líder do movimento que quando assumiu contava com 80 integrantes. Hoje são mais de 600 ‘‘meninos e meninas’’ como ela os chama carinhosamente. Irene Zanetti disse à Folha que hoje os idosos estão abandonados e doentes por falta de informação de medidas preventivas. ‘‘Todos devem realizar um trabalho de conscientização para preparar um mundo melhor para os idosos de amanh㒒.
Como você recebe o idoso que procura o grupo?

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