Simpósio discute ensino de música nas escolas
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quarta-feira, 07 de julho de 2010
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Apesar da obrigatoriedade, as leis são como a moda. Algumas pegam e outras não. É o que pode acontecer com o ensino de música (Lei 11.796/08), que ainda não entrou para o currículo da maioria das escolas brasileiras. Discussões, como as do 16º Simpósio Paranaense de Educação Musical (SPEM), que abre hoje e vai até sábado, pretendem apontar maneiras de conseguir abrir mais as portas para a disciplina em sala de aula. O SPEM faz parte das atividades do 30º Festival de Música de Londrina (FML).
''Em dois anos, desde a instituição da lei, na prática quase nada mudou no ensino de música nas escolas. Primeiro é preciso mais conscientização das autoridades no Estado do Paraná. Quando se fala em ensino de música nas escolas, existe um certo espanto geral das pessoas que deveriam estar se mobilizando'', comenta a coordenadora do simpósio, Helena Loureiro, acrescentando que um dos argumentos que se tornou um empecilho para a introdução é a crença de que as aulas de Artes já cumprem a função.
A programação do simpósio, cujo tema é ''Educação Musical na Escola: da proposição à ação'', começa hoje, às 9h30, no Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca) da Universidade Estadual de Londrina. A conferência de abertura, sobre o tema central do evento, será ministrada pela presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), Magali Kleber.
As grandes atrações são os painéis, como o ''Experiências significativas no Paraná'', que apresenta, entre outros exemplos, o da escola municipal londrinense Norman Prochet, no Parque Guanabara (Zona Sul). Lá, há seis anos, as aulas são ministradas por alunos do curso de Música da UEL, como estágio curricular, aos estudantes de primeira à quarta séries do ensino fundamental. Em 2009, o projeto conseguiu atingir todos os alunos da escola.
Outros painéis que devem atrair as atenções dos participantes são ''Perspectivas dos estudantes dos cursos de licenciatura em música: práticas de ensino e projetos'' e ''Perspectivas e alternativas para os professores não licenciados em música, que atuam na rede pública de ensino''.
Pela primeira vez no simpósio, pelo menos 50% dos minicursos são para professores que não são especializados em música. Entre os destaques, ''A educação musical nos anos iniciais do ensino fundamental'', ministrado pelo professor Sérgio Figueiredo, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). As inscrições podem ser feitas até a abertura do evento.
Além disso, a programação artística do simpósio destaca hoje, às 20 horas, no Teatro Zaqueu de Melo, o Quarteto de Violões de Londrina. Formado pelos músicos Inácio Rabaioli, Yuri Marqueze, Tiago Ridolfi e Lucas Oliveira, o grupo apresenta um repertório de Luigi Boccherini (1743-1805), Astor Piazzolla (1921-1992) e Pixinguinha (1897-1973). A apresentação é gratuita.
Na sexta-feira, a atração é o grupo Café no Sangue, às 21h30, no Menina Bar (Av. Maringá, 1.550). Diferentes estilos formadores do choro e contrapontos inspirados em Pixinguinha e Benedito Lacerda (1903-1958) em clássicos e modernos dos séculos 19 e 20 fazem parte da seleção musical. Couvert a R$ 6.
Serviço
16º SPEM
Quando - De hoje a sábado
Onde - Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca), da UEL


