Simplicidade com estilo
Mario CesarPara Adriana Carioba, o banquete pode ser até para duas pessoas e não precisa ser formalAdriana Carioba tem um estilo todo próprio de realizar banquetes. Quando se trata de comida, ela só atende a festas de, no máximo, 100 pessoas. Já no quesito sobremesas - sua especialidade - pode atender até 800 pessoas. Aliás, foram as sobremesas que levaram Adriana a enveredar pelo ramo dos banquetes. E aí tem uma historinha que precisa ser contada.
Ao se formar em Nutrição, estagiou em grandes bufês paulistanos, como o Charlô de Neca Mena Barreto. Porém, quando veio a Londrina, começou a fazer tortas de sabores exóticos - totalmente diferentes daquilo que as confeitarias fazem - para vender. Fez sucesso e os pedidos para atender a festas começaram a surgir. Foi quando vi que precisava fazer cursos e me aprofundar em confeitaria. Aí fui atrás da melhor confeitaria mundial, a francesa. Fiz vários cursos na França, para onde vou anualmente me reciclar e buscar coisas novas, conta.
Segundo ela, a parte de bufê apareceu porque as pessoas estavam procurando coisas diferentes do tradicional. Eu era contratada para fazer as sobremesas para as festas e o pessoal acabava gostando muito do toque diferente que procuro sempre dar. Aí vinham me perguntar se faria também a comida, explica. Unindo sua paixão por culinária a uma curiosidade natural, Adriana acabou aceitando o novo desafio. Eu não fui atrás, elas me puxaram para fazer isto, afirma.
Seu estilo de cozinhar, aliás, é único. Segundo Adriana, ela não é uma chef e sim, uma curiosa sobre comida. Por isto, existem algumas diferenças entre ela e os bufês tradicionais. Para começo de conversa, eu não consigo simplesmente passar orçamentos. Não consigo fazer menus para ser escolhidos, sem antes conhecer a pessoa que está me contratando.
Para ela, o primeiro passo, é conhecer o local onde a pessoa mora. Eu procuro conhecer a pessoa, seus gostos, seu estilo de vida. A partir daí já vou imaginando que tipo de comida pode ser servido, quais os tipos de pratos, talheres e decoração vou usar, diz.
O preço, diz, não é tão importante. É lógico que, se a pessoa pode gastar R$ 180 por convidado, pode ter coisas realmente extraordinárias. Mas já fiz vários jantares a R$ 15 por pessoa que ficaram extremamente chiques, gostosos e divertidos, explica.
Uma coisa, porém, Adriana nunca faz: aceitar trabalhos em cima da hora. Eu não funciono assim. Eu preciso de alguns dias para planejar, estudar, pesquisar pratos, ir atrás de ingredientes. Eu quero que saia exatamente como meu cliente sonhou, afirma.(T.E)





