Simplesmente memorável

Divulgação‘‘Benny e Joon - Corações em Conflito’’ é uma preciosidade do cinemaQuem ainda não assistiu ao filme ‘‘Benny e Joon - Corações em Conflito’’ deve fazer isso o mais breve possível. E aqueles que já viram devem rever esta preciosidade que a sétima arte produz de vez em quando. Essa comédia romântica e sensível, dirigida por Jeremiah Chechik em 1993 e bancada pela Metro-Goldwyn-Mayer, reserva 100 minutos de puro lirismo. A história é uma das mais simples: Benny (Aidan Quinn) divide sua vida entre trabalhar numa oficina e cuidar da irmã Joon (Mary Stuart Masterson) que tem uma certa deficiência mental.
Certo dia, durante um jogo de pôquer um dos jogadores resolve apostar o primo - um jovem pra lá de estranho de quem ele quer se livrar. Benny acaba perdendo a partida e como prêmio ganha Sam (Johnny Depp). Dentro de pouco tempo, Sam e Joon, que são duas pessoas especiais, acabam vendo o mundo de forma muito particular e descobrem o amor. O filme tem tiradas antológicas, mas duas se destacam: a cena em que Sam usa o ferro de passar roupas para tostar sanduíches é inesquecível. A outra é quando ele faz um número circense numa praça. Um show de sensibilidade e poesia.
O roteiro também reserva muitas conotações inteligentes. Em certo momento, Sam pergunta a Joon porque ela não gosta de uvas passas. Joon responde que é por que elas são secas, retorcidas e foram humilhadas ao ter sua vida e seu suco retirados. Uma referência à sua própria existência. A trilha sonora é um espetáculo à parte, reunindo belas canções que reforçam a magia do filme. Definitivamente, é uma fita que não pode ficar esquecida nas prateleiras das locadoras. Vale a pena ressaltar também a presença de Aidan Quinn, que além de ser um ator talentoso, é extremamente carismático, mas pouco requisitado por Hollywood, o que é lamentável. Duração: 100 minutos.
(C.M)

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