Seguindo a filosofia de que em arte nada se joga fora, o cubano Fernando Gómez Alvarez, reaproveitou fragmentos de gravuras para montar a exposição que chamou ‘‘Traços Ritualísticos’’. As obras estão na mostra do Solar do Barão até o dia 31 de janeiro de 1999.
Os trabalhos em desenho e colagem foram realizados em nanquim e guache sobre cartolinas coloridas, em dimensões que não ultrapassam 65 cm x 50 centímetros. As obras falam do cotidiano por intermédio de alegorias místicas e os traços convidam a um jogo de decodificações.
‘‘Através de diferentes referências, trabalho o cotidiano utilizando as culturas de coisas do dia-a-dia. Na verdade, me utilizo de simbolismos para decodificar a obra com seus elementos’’, define Alvarez.
Kraw PenasDesenhos de Fernando Alvarez: o dia-a-dia num jogo de decodificaçõesA partir do estudo dos gestos e expressões corporais, o artista plástico retrata a gestualidade humana. ‘‘Me aproprio disso tudo para falar de outras coisas. Num exercício de reciclar informações visuais, me utilizo também de citações. Mantenho, às vezes, a estrutura ou um fragmento, para fazer modificaçõs segundo minha própria experiência.’’
Para ele, o simbolismo - produto cultural milenar -, a História da Arte e das Religiões (suas grandes paixões) formam o esquema para caracterizar os elementos individualizados.
Nascido em Havana em 1957, Alvarez possui no currículo inúmeras exposições em sua terra natal, além do México e vários países da América do Sul. Entre as mostras realizadas no Brasil, destacam-se as do Museu da Inconfidência (Ouro Preto - MG), do Espaço Cultural do Ministério da Educação e da Câmara Legislativa Distrital, em Brasília. Também acumula diversas premiações em Cuba e, nos anos de 96 e 97, atuou como professor visitante no Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

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