Zeca Corrêa Leite
De Curitiba
A cantora alagoana Sílvia Nazário é conhecida em Portugal. Seu último CD, ‘‘Tupi Mata Verde’’, mereceu apresentações em televisão, show na principal casa de discos de Lisboa (a loja pertence a uma rede francesa), e outras atenções dadas às estrelas. Hoje a moça canta no Teatro do Paiol, às 19 horas, com entrada franca. O espetáculo tem a finalidade de apresentar o disco ao público.
Este é o terceiro CD da artista, que há dez anos vive em Portugal. A cada lançamento naquele país, ela vem ao Brasil ‘‘mostrar o filho aos pais’’. É o que estará fazendo no Paiol, como já fez no Memorial da América Latina, em São Paulo, no Vinícius Bar, no Rio de Janeiro, e em Belo Horizonte.
Sílvia Nazário pensa seriamente em mudar-se para o Brasil, devido aos compromissos que está assumindo aqui. Um deles é o projeto de um desenho longa-metragem, ‘‘Daia’’, criado por Inês Lampreia, com roteiro de José Loureiro, que deverá se estender por cerca de um ano e meio. Também em estudos a prensagem de ‘‘Tupi Mata Verde’’, por uma gravadora nacional.
A cantora, porém, não se deixa levar pela tensão das escolhas. Na sua vida as grandes decisões foram tomadas sem dores – formada em Serviço Social, optou pela música ao ser descoberta pelo dono de um bar de Maceió. Ganhou o Prêmio Dorival Caymmi, o mesmo que ajudou a catapultar Daniela Mercury, mas em vez de aproveitar a onda para se lançar, tomou um avião para a Índia. Em Portugal deveria passar dois meses e está há dez anos. O que tiver que ser, será.
Membro da Organização Mundial Espiritual Brahma Kumaris, gravou para a instituição ‘‘Acorda Anjo’’, que se espalhou pelo mundo. ‘‘Há quem o classifique de new age, outros de world music’’, explica. Para ela é um trabalho que lhe traz muita alegria. Já ‘‘Tupi Mata Verde’’ reúne aquilo que foi importante ao longo de sua carreira.
Ao lado de composições assinadas por Silvia e com algumas parcerias, tem também ‘‘Cajuina’’, de Caetano Veloso. Foi a primeira música que cantou num palco – no caso, o palco do bar alagoano, onde tudo começou há 13 anos.
Acompanhando-a neste espetáculo estão Reinaldo Godinho (violão), Boldrini (baixo), Helinho Santana (percussão) e Cláudio Kumar (violão e guitarra), parceiro de Silvia em duas faixas do disco e responsável pelos arranjos. Interessados poderão comprar ‘‘ Tupi Mata Verde’’ no próprio teatro, ao preço de R$ 20,00.
• Show de lançamento do CD Tupi Mata Verde, de Sílvia Nazário. Hoje, às 19 horas, no Teatro Paiol, em Curitiba. Entrada franca.

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