'Sibila' chega ao mercado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de julho de 2001
Nelson Sato de Londrina 
A poesia é o grande destaque, mas artigos, desenhos e ensaios fotográficos também habitam as páginas do número de lançamento da revista Sibila, que chega ao mercado com um subtítulo no mínimo provocativo: o fim das vanguardas como elas eram.
O lançamento é da Ateliê Editorial. O título foi pinçado do poema Grafito para Giuseppe Capogrissi (que abre a revista), do livro Convergências do mineiro Murilo Mendes. No texto de apresentação, os editores a anunciam como uma revista voltada para o futuro, mas criticamente de olho no passado, disposta a ser mais pergunta do que resposta.
Fazem parte do conselho editorial gente de renome como a crítica norte-americana Marjorie Perloff e o tradutor Boris Schnaiderman. Sem se ater à produção cultural brasileira, a publicação inclui poemas de vários autores estrangeiros, entre eles o irlandês Samuel Beckett (eu queria que meu amor morresse / que chovesse no cemitério / e nos becos por onde vou / chorando aquela que pensou me amar), o norte-americano Charles Bernstein, a canadense Norma Cole e o português Graça Capinha.
No segmento de textos reflexivos, o poeta Régis Bonvicino escreve um artigo sobre a língua brasileira enquanto o ensaísta Romulo Valle Salvino resenha o livro Corola da carioca Claúdia Roquette-Pinto e Manoel Ricardo Lima analisa uma instalação (mostrada em fotos na revista) de Eduardo Frota.
Completam o cardápio um ensaio fotográfico do norte-americano Robert Flick, um desenho de Claude Royet-Journoud e poemas de Paulo Leminski, Wilson Bueno, Horácio Costa, Moacir Amâncio e outros menos conhecidos. A periodicidade será semestral.
Revista Sibila, publicação da Ateliê Editorial. Mais informações pelo telefone (11) 4612-9666.


