O diretor Martin Scorsese e seu agora ator favorito, Leonardo DiCaprio, exploram novos territórios e entram de cabeça no mundo da loucura em ''Shutter island'', um filme de terror psicológico que será uma das principais atrações do Festival de Berlim.
Esta é a quarta parceria de Scorsese, de 67 anos, e DiCaprio, de 35, desde ''Gangues de Nova York'' (2002) e é a que os permite ''ir mais longe''. Ambos descreveram o filme como ''uma viagem emocional''.
''Shutter Island'', baseado no livro de Dennis Lahane, se passa nos anos 1950 em uma ilha onde um hospital psiquiátrico é construído para criminosos perigosos. Ao ler o roteiro, Scorsese pensou que gostaria de levá-lo às telas. E, claro, tinha que ser com DiCaprio. ''Sabíamos que filmar 'Shutter Island', que é um livro com muitos níveis, era um verdadeiro desafio. E sabíamos que podíamos explorar novas fronteiras, ultrapassar os limites. Ainda que não soubéssemos aonde chegaríamos'', falou o diretor.
DiCaprio, que divide as telas com Ben Kingsley, Mark Ruffalo e Max von Sydow, ressalta que ''Shutter Island'' foi um de seus trabalhos mais intensos e, talvez, o que mais desafios proporcionou ao ator. ''Ao ler o livro me dei conta que era um terror psicológico com elementos de horror gótico. Mas o verdadeiro coração do livro é a catarse de um homem'', disse DiCaprio, que vive um agente federal que investiga a fuga de uma paciente do hospital psiquiátrico na ilha situada na baía de Boston.
''É a viagem complexa de um homem para confrontar seus próprios fantasmas'', disse o ator, indicando que, para chegar à essência do protagonista, precisou entrar no mundo das doenças mentais. ''Se concentrar no sofrimento das pessoas que sofrem de doenças mentais foi muito intenso'', disse o ator, que se preparou para seu papel vendo muitos documentários sobre doenças mentais e hospitais psiquiátricos.

mockup