EXISTINDO E RESISTINDO

Três anos após alcançarem reconhecimento com o lançamento de seu primeiro álbum - aclamado pela crítica e público de todo o mundo - os ingleses do ''The xx'' lançam o aguardado disco ''Coexist'' apostando em uma sonoridade low-key e minimalista, que causa estranheza na primeira audição mas que, depois de algum tempo, consegue superar a estrutura experimental de seu primeiro trabalho e estabelecer, mesmo sem riffs imediatos, um ótimo disco, feito para ser apreciado lentamente. Com músicas melancólicas e batidas hipnotizantes, o xx comprova que já é mais do que apenas um grupinho de som bonito, e que seu repertório ainda tem muitas cartas na manga. Destaque para as faixas ''Angels'' e ''Missing''.



ÉRAMOS UM

Os irmãos Supla e João Suplicy lançam o disco ''On My Way'', segundo álbum do projeto fraternal ''Brothers of Brazil'', e que conta com diversas composições em inglês (às vezes, com palavras no meio em português). Fazendo parte de uma mistura musical peculiar, que envolve do punk-pop-rock até o reggae, não espere nada muito diferente do velho estilo ''Japa Japa Girl''; seguindo o gênero no qual Supla sempre construiu sua sonoridade bizarra, o disco tem alguns bons momentos, mas não surpreende e é - igual a própria personalidade 'supliana' - facilmente descartável. Destaque para as faixas ''Never Quit'' e ''Tears on My Face''.




NOVA DIREÇÃO

Depois de quatro anos de hiato sem lançar nenhum material novo, o grupo inglês Bloc Party lança seu quarto disco, ''Four'', surpreendendo ao resolver experimentar fora de sua zona de conforto musical, com canções amadurecidas e cheias de experimentalismos. O resultado é um disco interessante e que é o melhor lançamento do Bloc desde seu debute, em 2005. Mesmo com algumas faixas irregulares - que deixam o álbum um pouco cansativo - a aposta em mesclar diversos elementos pop com muitas doses de experimentação eletrônica funciona e, após 13 anos de existência, o som da banda comandada por Kele Okereke ainda parece um suspiro de ar fresco.




OCEANO POP

Como um álbum que combina elementos R&B e neo-soul embalados dentro de um irresistível invólucro pop, não é por acaso que o primeiro disco do compositor americano Frank Ocean - ''Channel Orange'' - já embala rádios em diversos países. Com uma voz cristalina e um ritmo dançante, Ocean consegue criar uma sonoridade agradável, agradável e que é grudenta à primeira ouvida. Por isso mesmo, enjoa na segunda. Destaque para as faixas ''Sweet Life'', ''Lost'' e ''Bad Religion''.




CHAVE DE OURO

Fazendo registro daquele que foi anunciado como sendo o 'último show' da banda inglesa Blur - realizado no Hyde Park, em Londres, durante a cerimônia de encerramento das Olimpíadas - o álbum duplo ''Parklive'' chega nas lojas mostrando o que a banda tem de melhor; são 24 faixas executadas com maestria, e que funcionam como um apanhado de toda história do grupo. Histórica, a apresentação foi considerada pelo próprio Damon Albarn como ''o disco ao vivo definitivo do Blur''. Mas ainda não é o fim: uma edição deluxe do álbum foi anunciada para sair em novembro, com cinco discos no pacote (três CDs ao vivo e dois DVDs) e um livro de capa dura, com sessenta fotografias que foram clicadas nos últimos shows da banda.

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