A SANFONA NÃO DESAFINOU

Fazendo parte do pacote de comemorações ao centenário do compositor pernambucano Luiz Gonzaga, a gravadora Lua Music reuniu grandes nomes da música brasileira para homenagearem o mestre, em 50 gravações inéditas, dentro do álbum triplo ''100 Anos de Gonzagão''. Os discos são um imenso tributo, preenchido pelas participações das vozes de Elke Maravilha, Fafá de Belém, Zé Ramalho, Chico César, Zeca Baleiro, Angela RoRo e Vanguart, entre outros artistas, todos proporcionando releituras especiais para clássicos do Gonzagão. Os álbuns estão divididos tematicamente entre os gêneros ''Sertão'', ''Xamêgo'' e ''Baião'', e confirmam a vitalidade da música popular de Gonzaga, que até hoje é um reflexo fiel da riqueza cultural do sertão brasileiro. Quem é rei, nunca perde a majestade.






NOVO VELHO ÁLBUM

Um convite à nostalgia do rock brasileiro no começo dos anos 90, o disco ''Skank 91'' é o registro - feito em fita-cassete e remasterizado - do primeiro show da banda (realizado no dia 5 de junho de 1991, na casa Aeroanta, em São Paulo). Além das vibrantes canções autorais do grupo mineiro, a repertório inclui as faixas ''Cadê o Penalty'', de Jorge Ben Jor, ''Telefone'', da extinta banda Gang 90, e ''Shot in The Dark'', do compositor Henry Mancini e de Milton Nascimento. Para os fãs, é uma ótima lembrança de como o som 'cru' do Skank já tinha altas doses de energia pop de qualidade.






VOZ ESTRELADA

Considerada a nova revelação na música pop, a cantora sulafricana Emeli Sandé surpreendeu público e crítica com seu álbum de estreia, ''Our Version of Events''. Já há algum tempo reconhecida pelo seu talento como compositora - escrevendo canções para Susan Boyle e Leona Lewis - a cantora recebeu a bênção qualificada do produtor Simon Cowell, e sua mistura de R&B, dance e jazz faz ela ser rotulada como ''a próxima Adele'' (o timbre de sua voz também lembra o da cantora inglesa, que segue em 'pausa' na carreira). O primeiro álbum justifica toda essa euforia: bem produzido e com faixas interessantes, se vendido pelas mãos certas o disco é um forte candidato para transformar Emeli na bola da vez dentro da cena pop.






DISTORÇÃO DANÇANTE

Mostrando talento e desenvoltura invejável, o guitarrista carioca Fabio Rizental mescla suas influências rockeiras com ritmo latino em seu primeiro álbum autoral, ''At The Night Fall / É Quase Noite''. Feito sob medida para exportação, a sonoridade de Rizental passa pelos solos de guitarra de jazz e rock, pontuados com maestria pela percussão que lembra samba, MPB e salsa. Assumidamente fã da técnica de Steve Vai e da fluidez nas canções de Duke Ellington, o trabalho de Rizental lembra muito o fusion característico das primeira músicas de Carlos Santana - e, já que o mexicano é um dos melhores guitarristas de todos os tempos, não pode existir elogio maior para alguém que está começando a trilhar uma carreira solo como instrumentista. Ouça o disco, na íntegra, no site oficial do músico (www.fabiorizental.com).






MISTURA SENTIMENTAL

Novo trabalho independente do violonista e compositor curitibano Carlos Machado, o disco ''Longe'' é uma viagem sensorial interessante, que combina técnica e melodia com belas letras, em um clima intimista. Com composições que misturam dedilhados de MPB e blues, as faixas de Machado possuem muitas influências, em um espectro sonoro que vai de Lenine até Marcelo Camelo. Assumindo sua diversidade musical, ele próprio afirma - nas letras da faixa ''Canção Pequena'' - que seu trabalho ''não é pop, não é MPB, não é iê iê iê''. Não é nada disso, e tudo isto. Para conferir, acesse o site oficial do músico (http://carlosmachado.bandcamp.com).


[email protected]

mockup