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PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de julho de 2012
Rafael Ceribelli 
PASSO ENSAIADO
Não arriscando em mudar muito sua sonoridade, o quarto álbum da banda californiana Maroon 5 - ''Overexposed'' - pauta sua sintonia na mesma fórmula encontrada em seu single ''Moves Like Jagger'', megasucesso que fez o grupo sair do esquecimento depois do bom disco ''Songs About Jane'' (2002). Com um pop açucarado, produzido milimetricamente para entrar nas rádios com força total, as músicas do álbum se apresentam sempre como uma mescla de rock, R&B e funk, embaladas cuidadosamente com refrões dançantes. Cada vez mais apontado como o homem que 'carrega' a banda, o vocalista/celebridade Adam Levine assume uma postura mais presente nas músicas, sempre encaixando gritinhos agudos e robóticos - lembrando uma versão cyborg de Michael Jackson. O álbum é bem feito, mas se ''Overexposed'' tivesse mais swing e menos efeitos especiais, o resultado poderia ser bem melhor. Destaque para as faixas ''Ladykiller'' e ''Love Somebody''.
GANGUE DO RAP
Pensado como uma reunião de rappers e estilos, o Maybach Music Group (conhecido como MMG) lança seu novo álbum, ''Self Made Volume II'', juntando os microfones de Rick Ross, Wale, Meek Mill, Stalley, Gunplay e Omarion. Montado desde o princípio como um projeto colaborativo, o disco vem repartido com faixas sendo comandadas por cada um dos integrantes - enquanto os outros colaboram como backing vocals. Por esse motivo, a sonoridade do álbum é bastante heterogênea, com batidas de R&B e hip-hop; mesmo assim, a sintonia entre os integrantes é afinada, e o resultado final soa orgânico, sem parecer forçado. Destaque para as músicas ''This Thing of Ours'' e ''Bag of Money''.
LEVANTANDO POEIRA
Com uma pegada distorcida e 'oldschool', o veterano guitarrista do Eagles, Joe Walsh, lança o disco ''Analog Man'' - seu primeiro álbum solo de inéditas depois de mais de 20 anos - tentando reviver o ritmo e volume de sua velha guitarra. Completando 64 anos, o músico assume, em suas próprias composições, a condição de 'dinossauro' do rock (as primeiras linhas da faixa que abre o disco declamam ''Bem-vindo ao cyber espaço / Estou perdido na neblina''). Se, conceitualmente, Walsh se diz 'perdido no tempo', musicalmente o guitarrista mostra por que é considerado um dos melhores do mundo; o novo trabalho não decepciona em nenhum momento, com faixas intimistas e solos marcantes. Contando com a produção de Jeff Lynne, ''Analog Man'' é mais atual do que parece, e prova que o poder do velho rock and roll, sem enrolação, ainda está vivo - e, hoje em dia, mais necessário do que nunca.
MAIS UM ROMÂNTICO
Surgindo como uma das novas promessas do cenário samba/pagode romântico, o cantor carioca Mumuzinho lança seu primeiro disco, ''Dom de Sonhar'', não fugindo da fórmula dos outros 'inhos' - Salgadinho, Zeca Pagodinho e companhia. Alternando músicas de dor de cotovelo com outras, mais animadinhas, o resultado não decepciona quem gosta do gênero, mas é impossível não notar um exagero no tom 'meloso' do álbum; característica que o próprio cantor assume, cultivando a imagem de ser um cara cheio de romantismo (o que a capa do disco já entrega). Mesmo sendo novo em cima dos palcos, Mumuzinho já é reconhecido pelo seu trabalho como ator tanto no programa Esquenta, da Rede Globo, como pelas participações nos filmes Tropa de Elite e Cidade dos Homens. O destaque do disco vai para a regravação de ''Minha Rainha'', faixa que já foi sucesso nas vozes de Neguinho da Beija Flor e Elymar Santos. O resto do álbum, musicalmente, é coisa de novela. Com tudo que isso implica.
A GÊNESIS DE UM GÊNERO
Uma compilação especial feita pelo aclamado produtor e DJ Richard Sen, o disco ''This Ain't Chicago'' tem como objetivo celebrar a primeira 'onda' da dance music britânica, que surgiu entre os anos de 1987-1991 como uma resposta à explosão do gênero house americano. Selecionando pessoalmente as 25 faixas do álbum duplo, o produtor escolheu músicas - conhecidas e desconhecidas - de grupos como Bizarre Inc., Baby Ford, A Guy Called Gerald e Baby Rutherford, entre outros. Com sintetizadores, teclados e batidas de grave, é fácil observar como nasceram os elementos sonoros pelos quais os ingleses conseguiram marcar toda uma geração, (re)definindo as bases do que viria a ser a música eletrônica moderna.
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