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PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de abril de 2012
Rafael Ceribelli 
VOLTANDO PRA GARAGEM
Em 2008, depois de um show histórico no estádio de Wembley, em Londres - onde o Foo Fighters se apresentou para um público de 180 mil pessoas - a banda resolveu 'dar um tempo'. Para onde mais eles poderiam ir? Qual seria o próximo passo nessa caminhada cheia de conquistas? O caminho mais confortável seria o de relaxar, lançar álbuns ''Best Of'' e viver para sempre com pernas pro ar e guitarras desligadas. Nada disso. A escolha do Foo Fighters foi uma volta radical às raízes musicais do grupo: ''Wasting Light'' foi gravado de maneira minimalista, sem glamour, analogicamente e na garagem de Dave Grohl. O resultado foi o melhor álbum da banda, com peso de três guitarras, riffs matadores, participação especial de Krist Novoselic (ex-baixista do Nirvana) e produção de Butch Vig (o mesmo de ''Nevermind''). O disco foi aclamado por todos os lados, e inspirou declaradamente novos lançamentos de gigantes como Paul McCartney, Jimmy Page e Mick Jagger. Exceção no meio de uma indústria cada vez mais acomodada, o Foo Fighters é uma banda de rock and roll que, depois de 17 anos, ainda se mantém relevante e se reinventa, disco após disco.
PLEASE, REPEAT
Quarto álbum de estúdio do Arctic Monkeys, ''Suck it and See'' foi considerado uma espécie de retorno ao formato que revelou a banda para o mundo; depois do terceiro disco, ''Humbug'', ter dividido opiniões do público e da crítica, os Monkeys conseguiram equilibrar novamente suas batidas marcantes com riffs imediatos, que ficam presos na cabeça e fazem dançar desde a primeira ouvida. Com músicas instantâneas como ''That's Where You're Wrong'' e ''Love Is A Laserquest'', o som é mais apimentado, maduro e experimental, mas não escapa à fórmula que fez os garotos se transformarem em fenômeno, lançando faixas pela internet. O álbum está mais 'lapidado' do que nunca, reafirmando o Arctic Monkeys como uma das principais bandas dos anos 2000. Não se trata de um 'retorno à forma', mas de uma evolução evidente de uma sonoridade nova, da qual o Arctic Monkeys é um dos principais expoentes.
VÍCIO OBSCURO
''É uma estranha mistura daquela escuridão pós-punk gótica com o que acontece hoje em dia no som de grupos como Muse e Radiohead'', afirmou Perry Farrel, composito e líder do Jane's Addiction, quando foi perguntado sobre o novo álbum pela revista Rolling Stone. ''The Great Scape Artist'', lançamento da banda veterana, é realmente diferente de tudo que já foi feito pelo Jane's Addiction. Conceitual em todos os sentidos, o disco é uma sombria viagem alucinógena, que dividiu opiniões e não foi muito bem digerido pela crítica e público, mas que vale a pena conferir. Destaque para as faixas ''Broken People'' e ''Ultimate Reason''.
SAINDO DA JAULA
Considerada uma das melhores bandas 'jovens' da atualidade, os californianos do Cage The Elephant lançaram seu segundo disco - ''Thank You, Happy Birthday'' - para consolidar o sucesso que eles alcançaram com seu primeiro álbum, que explodiu na mídia e fez a banda ganhar reconhecimento internacional. Com composições mais trabalhadas (e pegajosas) do que as de seu disco de estreia, o rock gritado dos garotos já mostra bons sinais de amadurecimento. Explorando sonoridades diferentes, o disco já pode ser considerado um sucesso, conquistando o topo das paradas nas rádios americanas logo na primeira semana de lançamento. Destaque para as músicas ''Shake me Down'' e ''Around My Head''.
DISCUSSÃO INFINITA
Último lançamento do Band of Horses, o disco ''Infinite Arms'' dividiu opiniões entre a crítica musical. Enquanto alguns taxam o álbum como sendo uma bela poesia melancólica, outros apontam que falta sinceridade na composição, apontando este como sendo um trabalho inferior do grupo. Qual opinião está certa? As duas. Quem espera uma evolução neste disco, pode se decepcionar pela sensação de que as músicas parecem ter sido escolhidas por acaso, mas é impossível não gostar das faixas calmas e bonitas, que são muito bem executadas. De qualquer maneira, vale a pena conferir. Destaque para as músicas ''Compliments'' e ''Northwest Apartment''.


