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PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de março de 2012
Rafael Ceribelli 
PRATA DA CASA
Com um pop rock embalado por sintetizadores e instrumentos de sopro, a banda paranaense Humanish mostra em seu primeiro disco - ''Humanish'' - os motivos pelos quais chamou a atenção do mercado ano passado. Apontada como 'revelação' na cena nacional, a banda debuta com um som competente, que explora vertentes de rock, reggae e jazz, completando isso tudo com o som de teclados 'oitentistas' - os vocais relembram a melhor fase do RPM, enquanto a guitarra de Allan Yokohama se assume como o diferencial positivo do álbum. Destaque para as músicas ''Tanto'' e ''O livre-arbitrio''. O disco pode ser baixado gratuitamente através do site oficial da banda (www.humanish.com.br).
BRILHA MUITO
Depois de cinco anos fora dos estúdios, a banda americana The Shins bate o pé na porta indie com seu novo álbum ''Port of Morrow''. O lançamento faz jus às expectativas criadas pela banda durante esses anos: liderados pelo emblemático vocalista James Mercer, os Shins conseguiram criar um álbum consistente e diverso, com uma sonoridade interessante, que surge através da mistura entre o rock dos anos 60/70 com batidas modernas e melodias sentimentais. Na primeira ouvida, já é possível perceber o amadurecimento musical do grupo e de Mercer em suas composições. Destaque para as faixas ''It's Only Life'' e ''Simple Song'', primeiro single do álbum.
ÓCIO CRIATIVO
Imagine uma mistura baiana de Queens of the Stone Age, Strokes, Los Hermanos e da trilha sonora de Ennio Morricone. Sentiu um frio na espinha? Relaxe, meu rei, que os garotos do ''Vivendo do Ócio'' conseguem transformar essa moqueca musical em um rock brasileiro original. Em seu segundo álbum, ''O Pensamento é um Ímã'', a banda se reafirma, merecidamente, como um dos destaques do gênero na região Nordeste. Contando com a participação especial da roqueira Pitty (na faixa ''Nostalgia'') e com referências diretas ao tema de Morricone (''Por um Punhado de Reais''), o som da banda pode ser até muito apimentado para os puristas, mas cai bem melhor do que muitos pratos - coloridos e sem sal - servidos hoje em dia no cardápio do rock nacional.
MASSACRANDO ABÓBORAS
Alguma coisa de muito especial estava começando a acontecer dentro de uma garagem de Chicago, em dezembro de 1988. Nessa época, os amigos Billy Corgan e James Iha estavam recrutando integrantes para entrarem na sua recém formada banda, chamada Smashing Pumpkins - que, até então, era um dueto de Corgan nos vocais/guitarra e Iha na bateria eletrônica. Eles encontraram D'arcy Wretzky para assumir o contrabaixo e Jimmy Chamberlin para as baquetas e, depois de muitos ensaios e apresentações locais, em 1991 os Pumpkins lançaram seu primeiro álbum - ''Gish'' - revelando o potencial da música que o grupo era capaz de fazer. No disco, o estilo ainda era cru, mas já passava por entre o rock gótico e psicodélico, alternando guitarras pesadas, momentos suaves e letras poéticas. Nascia, ali, uma sonoridade que ia influenciar toda uma geração. Vinte anos depois, a remixagem comemorativa do primeiro álbum dos Pumpkins traz - além dos sucessos ''Rhinoceros'' e ''I Am One'' - um disco extra com 18 demos e faixas inéditas.
SONHO DO SUCESSO
Se o primeiro álbum, ''Gish'', serviu para o Smashing Pumpkins chamarem a atenção, atiçando a curiosidade das gravadoras, ele também trouxe, com seu sucesso, uma enorme pressão. O cenário mercadológico estava aberto para o rock alternativo, mas os Pumpkins precisavam gravar rapidamente um segundo disco, especialmente para fugirem da sombra 'grunge' de Pearl Jam e Nirvana, que dominavam as rádios. Assinada com a Virgin, a banda foi apresentada ao produtor musical Butch Vig (o mesmo de ''Nevermind'') e começou a trabalhar freneticamente em um segundo álbum. As gravações foram conturbadas. O processo fez o vocalista e compositor Billy Corgan entrar em uma profunda depressão, em um período em que ele mesmo admitiu estar ''a um passo do suicídio''. Tanto sofrimento valeu a pena; o disco ''Siamese Dream'' vendeu, na semana de lançamento, 4 milhões de cópias. Enquanto suas faixas mais famosas (''Today'' e ''Disarm'') alcançaram o topo das paradas na MTV, o álbum, como um todo, ficou imortalizado como uma obra de arte. Os primeiros acordes de ''Cherub Rock'' - com a bateria de Chamberlin imitando uma introdução circense - são definitivos, e ficarão marcados para sempre nos apêndices da indústria fonográfica. O disco ''B'' traz 18 faixas que revelam o processo de gravação do álbum. As reedições de ''Gish'' e de ''Siamese Dream'' podem ser compradas em edição física ou digital atravé do site oficial da banda (www.smashingpumpkins.com).


