Madonna fez show na terça-feira na Brixton Gallery, em Londres, para um público restrito de 3000 pessoas. Os convites, distribuídos para celebridades, a imprensa e os fãs, acabaram sendo vendidos nas ruas e no metro alcançando valores entre 400 e 600 libras. O show também foi transmitido pela internet, mas aí o que era para ser uma festa virtual acabou em frustração.
Alguns internautas que tentaram ver o show não conseguiram. A reportagem da Folha de S.Paulo, por exemplo, utilizou um Power Macintosh 6.500/300, com o sistema Mac OS 8.1 e 64 MB de memória, além de um modem 33.6 e o navegador Netscape Communicator 4.75, tendo o UOL como provedor. Tudo em vão.
Ao acessar o www.msn.co.uk/madonna, foi solicitado que se fizesse o download do Windows Media Player. Vinte minutos para carregar o programa, e a fria mensagem ‘‘HTTP/1.1 server too busy’’ (servidor congestionado).
Após várias tentativas, o aviso: ‘‘Please be patient’’ (por favor, seja paciente), explicando que talvez demorasse um minuto ou mais... Nada. Tentaram-se todas as conexões globais disponíveis e nada. O que se viu foi o logotipo do programa. Acionada, a Embratel informou que ‘‘não constava nada referente a qualquer problema com acesso’’. O show da cantora foi para o espaço.
Era para ser o maior show ao vivo da Internet. Madonna vendeu à Microsoft por 30 milhões de libras os direitos de transmissão do evento em todo o mundo. Atraiu 9 milhões de internautas, a maioria do próprio Reino Unido, de outros países da Europa e dos EUA, segundo os organizadores.
Com a nova audiência on line, supera, assim, o show de Paul McCartney no Cavern Club, em Liverpool, no ano passado, que reuniu 3 milhões de internautas.
A jornalista do ‘‘The Times’’ Lisa Verrico, que tentou fazer uma crítica após assistir ao show pela rede, não conseguiu. Tentou, tentou e desistiu, após mensagens automáticas de que o servidor estava ocupado, de que teria de esperar mais um pouco e, ainda, de que deveria manter a calma.

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