O duo norte-americano The White Stripes, um dos grupos de rock mais festejados dos últimos anos, está colocando o público brasileiro outra vez na estrada para assistir a seu show. Há dois anos, eles foram uma das principais atrações do Tim Festival, no Rio de Janeiro. Agora, Jack (guitarra e voz) e Meg White (bateria) retornam à América do Sul para uma série de apresentações incluindo datas em Manaus (dia 1º de junho), Rio (3) e São Paulo (4).
A surpresa é que eles tocam também na região da tríplice fronteira da Argentina com o Brasil e o Paraguai, o que vem agitando moradores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O show acontece nesta quinta-feira no bar La Reserva, em Porto Iguaçu, pequena cidade da província de Missiones, na Argentina.
''O preço do ingresso lá é de 30 pesos (quase 30 reais) enquanto que em São Paulo será de R$ 120,00. A diferença é muito grande'' justifica o londrinense Abel Chagas, um dos admiradores da banda que compraram o bilhete com antecedência. ''Temos que fazer essa peregrinação. Eles são a melhor banda do mundo'' diz o também londrinense Valquir Fedri, vocalista da banda Bonus Trash. Além deles, mais gente da cidade se articula para ''rachar'' a gasolina e pegar o caminho dos sacoleiros.
A cidade, de menos de 30 mil habitantes, fica a 20 quilômetros de carro de Foz do Iguaçu. A turnê antecede o lançamento do álbum ''Get Behind Me Satan'', que chega ao mercado internacional no dia 6 de junho. Na próxima segunda-feira, sai um single com a faixa ''Blue Orchid'', já disponível na loja virtual da Apple (itunes.com). O álbum foi gravado em duas semanas no estúdios Third Man, de Detroit, onde Jack e Meg moram.
Na Internet, circulam informações extra-oficiais de que o novo disco só vai trazer três faixas com guitarra. O resto seria conduzido por piano, baixo e marimba. ''Get Behind Me Satan'' sucede a ''The White Stripes (1999), ''De Stijl'' (2000), ''White Blood Cells'' (2001) e ''Elephant'' (2003) todos lançados no Brasil pela gravadora Sum Records.
Aclamado no Brasil e no exterior, o casal toca indie rock assentado no blues branco que balançou o final dos anos 60 e começo dos 70.

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