No país de 180 milhões de ''técnicos de futebol'', é bom não desprezar a opinião dos nossos especialistas mirins que, em tempo de Copa do Mundo, também têm palpites afiados sobre o maior espetáculo esportivo do mundo (é isso mesmo, só fica atrás das Olimpíadas...).
Um bom exemplo são os alunos da 4 série da Escola Estadual Santos Dumont, em Cambé, que além de tirarem boas notas, são 'show de bola' quando o assunto é a paixão nacional. E a ansiedade é tanta que não aguentam esperar a hora do recreio para poder falar do assunto do momento. É na sala de aula mesmo que o desempenho das nossas estrelas rumo ao hexa! ganham críticas, comentários e elogios.
O aluno Alan Richardy Silva Rodrigues, 10 anos, é craque quando o assunto é futebol. Na opinião dele, Parreira acertou quando definiu a atual escalação, que chegou a ser criticada. ''Ele reuniu várias estrelas, um grupo tão bom quanto a seleção da Copa de 2002. São jogadores experientes e o Ronaldinho Gaúcho está numa fase ótima'', ressaltou.
Em contrapartida, o aluno Marcelo Vieira Alves, 10 anos, fez questão de fazer uma crítica à opinião do amigo. ''Mas faltou o meia-atacante Júlio Batista, do Real Madri, na Espanha'', ponderou.
Pelo menos em uma coisa os dois amigos concordaram: ''Ronaldo, o Fenômeno'' não está ''gordo'' ou ''acima do peso'', como a imprensa vem alardeando. ''Se você olhar para ele de perfil, você vai ver que ele não está com barriga. O que está acontecendo é que ele está com excesso de músculos'', definiu a dupla de técnicos mirins.
Agora unanimidade mesmo entre as crianças é o desempenho do Ronaldinho Gaúcho. ''Ele está quase chegando ao nível do Pelé'', destacou Rodrigues. E o amigo, Alves, mais uma vez complementou a fala do amigo de sala. ''E o bonito é que ele faz gol e dá bons passes de bola. Ele reparte o seu talento. O 'Ronaldo, o Fenômeno' é mais 'fominha de bola', mas também é um jogador talentoso'', explicou.
A aluna Juliana Guimarães Dias, 10 anos, também é entendida em futebol. Ela gosta de assistir aos jogos, principalmente do seu time do coração, o Corinthians. ''Mas fico triste quando acontece briga nos estádios. A torcida é forte, mas muito revoltada, e não sei o porquê deles serem assim'', declarou a aluna que aprovou o desempenho do Brasil, em seu primeiro amistoso com o time de Lucerna, na Suíça, na semana passada. ''Só que os jogadores não podem ficar muito convencidos com o resultado de 8 a 0. Contra a Nova Zelândia, no domingo, já foi mais difícil vencer'', falou a garotinha, esbanjando sabedoria.
A turminha de especialistas aposta nos seguintes finalistas: Brasil, França, Alemanha, Portugal, Argentina e Costa do Marfim.
Quando questionados sobre qual a importância desse tipo de evento para o Brasil, afirmaram que além de movimentar a economia, a dimensão da copa, em outras palavras, esbarra na auto-estima dos brasileiros. ''A Copa é importante para mostrar ao mundo que o jogador brasileiro tem talento'', falaram, quase em coro.
Para finalizar, ainda fizeram algumas críticas ao uniforme selecionado pela Fifa. Na opinião deles, ''muito apagado'' por não valorizar as cores nacionas, não ter a nossa bandeira estampada e nem o nome do jogador. Segundo eles, o uniforme da Copa das Confederações era muito melhor.
Vale lembrar que o assunto ''Copa 2006'' também está sendo trabalhado de forma interdisciplinar na escola. Simplesmente não dá para perder a chance de aprofundar esse tema com as crianças.

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