SHOW - Para matar a saudade de DJAVAN
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Há mais de três anos o público paranaense não pode conferir de perto uma apresentação ao vivo do cantor e compositor Djavan. Mas esse intervalo silencioso encerra logo mais, com duas apresentações no Teatro Guaíra, hoje e amanhã, quando o artista promete canções do novo álbum, Matizes e hits de toda sua carreira.
Aos 58 anos, Djavan vem para Curitiba para promover seu mais novo disco, Matizes, lançado no mês passado, em São Paulo, e que já tem a música de trabalho Pedra veiculando pelas emissoras de rádio por aí. O álbum é o terceiro lançado de forma independente, pelo próprio selo do autor, o Luanda Records.
A ausência dos palcos nos últimos três anos é justificada pelo músico devido aos compromissos familiares. Na verdade essa pausa coincidiu com o nascimento do meu filho do segundo casamento. Comecei a projetar o novo álbum com mais calma e espaço e também tive mais tempo para acompanhar o nascimento do meu filho, explica.
Depois da grande visibilidade ao final dos anos 80, com o disco Oceano, e dos anos 90, com Bicho Solto, Djavan lançou uma coletânea no Ao Vivo (1999) e depois encerrou o contrato com a Sony Music com Milagreiro (2001). Em seguida, foram três CDs pela própria gravadora, a Luanda Records, Vaidade (2004), Na Pista, etc (2005) e Matizes (2007).
Nunca deixei de ter liberdade ou de compor como eu quero, credito as coisas boas e ruins para mim. A mudança para minha gravadora aconteceu porque assim posso administrar a carreira do jeito que eu quero. Posso mexer com o marketing, a venda e a distribuição, que é uma coisa que as outras gravadoras não fazem, diz o artista.
Sua banda é composta por Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz), Marcelo Martins (saxofones), François Lima (trombone e voz), Walmir Gil (trompete e voz), além dos filhos, Max Viana (guitarra e voz) e João Viana (bateria). E, tocar ao lado da família, é um prazer a mais para Djavan. Evidente que sinto falta da minha família, mas eles não estão ali por causa da saudade, e sim porque são músicos qualificados. Então, acho que conseguimos juntar a fome com a vontade de comer com eles (filhos) na banda.
Matizes, assim como toda sua obra, brinca com as nuanças da música e das cores, com arranjos que remetem ao samba, ao jazz, ao pop, entre outros gêneros. A graça da música é a diversificação. Minhas composições têm sempre um pouquinho de tudo, desde bossa nova até Beatles, Luiz Gonzaga, música clássica, flamenco. Sou muito curioso e isso está na música que faço, comenta.
De uns tempos pra cá alguns jovens artistas têm seguido sua linha e um ou outro chega a emular Djavan com grande perfeição, como Jorge Vercilo. O que o cantor e compositor acha disso? Bem, eu tenho uma música bem pessoal e isso produz seguidores, as pessoas gostam porque a harmonia, a melodia e as letras são legais. No final do ano vou lançar três songbooks (livros com partituras de canções) porque os músicos pedem demais. Acho que ter seguidores é uma coisa natural, responde.
Para matar a saudade do público paranaense, Djavan não só vai tocar as músicas mais recentes como também sucessos antigos, a exemplo de Oceano e Eu Te Devoro. O propósito de um show é buscar a interação entre o palco e a platéia. No repertório nós vamos ter músicas novas e de todos os tempos, assim como os hits. É um roteiro já testado com sucesso e espero que dê certo em Curitiba também, projeta.
SERVIÇO
-Show de Djavan
Quando - Hoje e amanhã, às 21h30
Onde - Teatro Guaíra, na Praça Santos Andrade, s/nº, em Curitiba
Quanto - Platéia a R$ 110, primeiro balcão a R$ 90 e segundo balcão a R$ 70
Mais informações - Tel. (41) 3315-0101


