SHOW - O 'Bicho do Paraná' faz a festa
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quinta-feira, 08 de março de 2007
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Em quase 30 anos de carreira, o cantor João Lopes descobriu o que é ser um bicho do Paraná e se transformou em um deles, com sua música e jeitão de quem têm um pé na roça e o coração aberto para a sonoridade caipira e os ouvidos para o mundo e influências como o blues e rock.
Ao assumir, o codinome ''Bicho do Paraná'', título de uma de suas composições mais conhecidas, Lopes sabe que sempre que tirar o pé do ninho, se apresentando em outras paragens, como na recém-encerrada turnê de dois meses pelo Nordeste, estará representando um pouco da paisagem interiorana do norte-paranaense, região em que nasceu. De volta à casa, o cantor é atração amanhã, às 23 horas, num show comemorativo aos 62 anos do Rolândia Country Club.
Com três LPs e dois CDs na bagagem, o repertório do show inclui 18 músicas. Algumas foram pinçadas do último lançamento ''O Homem do Paraná Acústico'' (2005), trabalho com produção e arranjo de Mário Conde.
Lopes já se apresentou ao lado de Luiz Gonzaga, Luiz Melodia e Almir Sater, gostando de frisar que a sua música é popular, mas não é samba. ''Faço uma mistura do country americano, de música caipira e um pouco de blues e rock. Acredito que chega bem nas pessoas, agradando, inclusive, o público da Europa, onde já me apresentei'', afirma Lopes, que começou a carreira em 1978, subindo ao palco a convite de Ivo Rodrigues, da Banda Blindagem.
Sempre que se apresenta não pode deixar de cantar ''Bicho do Paraná'', o que não será diferente desta vez, devendo ainda interpretar canções, como ''Morar na Roça'' e ''O Homem e a Natureza''.
O Bicho do Paraná também estará à solta no show, cantando alguns clássicos, como ''Blowing in the Wind'', de Bob Dylan e ''Verdura'', de Paulo Leminski, que foi gravado por Caetano Veloso e que aparece numa versão de salsa.
Em três décadas de carreira, que lhe renderam até um título de cidadão honorário de Curitiba, Lopes destaca que o Paraná é muito rico musicalmente, mas que os artistas precisam perder o medo de quebrar a casca do ovo.
''Existem várias bandas de reggae, rock e country, principalmente no Sul do Estado. No Norte temos muitas bandas de baile. Porém, os nossos artistas são tímidos e se fecham muito. Os nordestinos são diferentes. Em qualquer lugar você encontra uma banda tocando. É preciso tirar mais o pé do ninho'', avalia o cantor, que até o final do ano pretende lançar o primeiro DVD.
Serviço
- Show com João Lopes. Amanhã, às 23 horas, no Rolândia Country Club (Rua Estilac Leal, 401). Convites: R$ 150,00 (mesa para seis pessoas), R$ 25,00 (individual) à venda na secretaria do clube. Informações 3256-1126.


