Curitiba - O disco foi lançado no ano passado, mas só agora ''Natural'', do músico carioca Celso Fonseca chega ao Brasil. A demora tem justificativa. Fonseca, que deslanchou na carreira depois de assumir as guitarras nos shows e discos de Gilberto Gil, tem contrato com uma gravadora belga, que agendou o shows de lançamento na Europa e Japão. Depois de uma série de apresentações em território internacional, o músico volta ao País para mostrar porque tem feito tanto sucesso lá fora. O público curitibano vai poder conferir a sua performance no Teatro HSBC, de hoje a domingo.
No show, Celso Fonseca mostra o repertório do novo disco, que ganhou diferentes versões na Europa, Japão e no Brasil. Aqui, ''Natural'' sai pela gravadora Universal, com 14 músicas. Algumas mais recentes e outras tiradas estrategicamente da gaveta, mas todas reverenciando a bossa nova, o jazz e a MPB. A faixa''Sem resposta'', por exemplo, foi composta pelo músico em 1987.
''Resolvi misturar coisas antigas e novas para fazer um trabalho essencialmente autoral'', contou o músico, em entrevista à Folha 2. Mas algumas poucas canções fazem parte do imaginário dos amantes da MPB, como o clássico ''Ela é carioca'', de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
No disco, Fonseca também faz uma homenagem a Baden Powell, figura que o inspirou quando começou a tocar, ainda na adolescência. Fonseca iniciou a carreira em grande estilo, com Gilbeto Gil, na década de 80, mas já faz tempo que ganhou luz própria, atuando em várias vertentes da música. Como instrumentista, já tocou e gravou com Chico Buarque, Caetano Veloso, Marisa Monte e Elza Soares, para citar alguns nomes. Os músicos com quem tocou também gravaram suas composições, além de outras figuras salientes da música brasileira, como Nana Caymmi, Milton Nascimento e Ney Matogrosso.
Além de tocar e compôr, Fonseca também atua como produtor. Assinou trabalhos do próprio Gilberto Gil (''O Eterno Deus Mu Dança''), de Zeca Baleiro e foi responsável por lançar alguns nomes hoje mais (re) conhecidos, como a cantora Daúde. ''Hoje meu trabalho de produção está mais devagar. Estou me dedicando ao lançamento de 'Natural' e já estou pensando no próximo disco'', revela o músico. Nesse meio tempo, ele chegou a produzir um disco da cantora japonesa Chie que, apesar de não falar uma palavra da língua, canta apenas em português, ''O disco está entre os 10 mais vendidos no Japão. É um sucesso'', comemora.
E para o novo trabalho, o músico revela que já tem cerca de 12 músicas novas. ''Sou um compositor compulsivo'', diz. O próximo disco também deve ser lançado primeiro no exterior.

Serviço:
- Celso Fonseca hoje e amanhã às 21 horas e domingo às 19 horas no Teatro HSBC (Av. Luiz Xavier, 11). Ingressos a R$ 20,00. Clientes HSBC têm 50% de desconto)

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