SHOW - Marina desplugada
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sábado, 06 de dezembro de 2003
Antônio Mariano Júnior<br> Reportagem Local 
Dez anos? Quem tiver boa memória, que lembre. O fato: há uma cara ela não dava, digamos, o ar da graça por aqui. Calhou de ser hoje. Daí que a volta de Marina Lima a Londrina onde na década de 80, principalmente, subiu e desceu um tanto assim de vezes dos palcos , não poderia acontecer em momento melhor. Tanto para ela que vem com a turnê do bem-sucedido ''Acústico Marina Lima'', como para a Teixeira & Holzmann, promotora do espetáculo, que está comemorando a conquista de prêmios da Associação Brasileira de Marketing & Negócios com os cases ''Projeto Royal'' (categoria Produtos) e Royal In Concert (categoria Marketing Institucional). O show acontece às 20h30, no Royal Park e é destinado a convidados da empreendedora. Estão sendo esperadas duas mil pessoas.
Marina Lima vem dar um sopro pop ao projeto ''Royal In Concert'' até então a Bossa Nova e o Jazz eram os gêneros predominantes. A cantora e compositora vem mostrar releituras de alguns de seus grandes sucessos, agregados no projeto da MTV que rendeu disco e DVD. O repertório traz canções desplugadas como ''Virgem'', ''Fullgás'', ''À Francesa'', ''Pessoa'', além de outras não incluídas na relação escolhido para o Acústico como ''Criança'' e ''Pierrot''. Acústico ma non troppo, no show Marina vai empunhar a guitarra em duas canções.
Para acompanhá-la, músicos de responsa. São eles: Edu Martins (baixo), Fernando Vidal e Christian Oyens (violão e voz), Cuca Teixeira (bateria), Fábio Fonseca (piano) e Wanderlei Silva (percussão). ''Eu relutei muito em fazer o Acústico porque não faz parte do meu caráter musical revisitar canções. Mas foi uma boa experiência e não doeu. Eu me reaproximei do violão e isso me fez muito bem. Refiz o meu caminho'', disse Marina Lima, em entrevista por telefone à Folha2.
A verdade é que a gravação do Acústico só fez bem à carreira da intérprete carioca. Primeiro: o tratamento sonoro realçou algumas canções como a bela ''Grávida'', só para ficar em um exemplo. Segundo: os fãs não se fizeram de rogados e coçaram o bolso para adquirir o disco, que já chegou perto 100 mil cópias. Pouco? Hã hã! ''Não vou falar como uma artista gananciosa, mas trata-se de um grande vendagem nos dias de hoje. Não sou uma bomba que tem que estourar. Tenho um trabalho de muitos anos e que tem consistência'', alerta Marina. Ela tem razão.
A turnê do ''Acústico'' começou em julho, em Belo Horizonte e segue sua sina por várias outros estados e cidades do país a média é de cinco a seis shows mensais. O espetáculo deverá continuar riscando o Brasil pelo menos até fevereiro. Depois, Marina Lima vai abraçar outros projetos. Entre eles, a gravação de um disco pontuado por músicas inéditas aí deve entrar ''Entre as Coisas'', feita por esses tempos e que a compositora classifica de ''uma música forte''.
O barato grande é que Marina Lima está com todo o gás. Ou, com o perdão do trocadilho, prestes a voar (título de uma de suas canções) cada vez mais alto. A voz quente ainda tem muito o que dizer e cantar. ''Eu crio trilhas sonoras para a vida de muita gente'', diz Marina. Ela sabe das coisas! E como!
Serviço
- ''Acústico'', show com a cantora, compositora e instrumentista Marina Lima, dentro do projeto ''Royal in Concert''. Hoje às 20h30, no Royal Park Residence. O espetáculo é apenas para convidados da Teixeira & Holzmann Empreedimentos Imobiliários. Em caso de chuva, o show será transferido para o Londrina Country Club


