Com a habitual informalidade, as rodas de choro vem garantindo não apenas o fortalecimento e a difusão do gênero em Londrina como estimulado a criação de novos grupos. Desses, um em especial traz a marca do pioneirismo. É o quarteto Choro Maracutaia, o primeiro grupo de choro da cidade formado exclusivamente por mulheres.
Sua estréia foi durante a II Semana do Choro, realizada em abril passado, quando fez o show de abertura para os cariocas Novos Cutubas. De lá para cá, apresentou-se no circuito de bares voltados para a música brasileira. Hoje à noite, as instrumentistas voltam ao palco, desta vez do Tomate Seco Café Teatro (Av. Maringá, 1.730). O show começa às 21 horas, com couvert a R$ 4,00.
''Estão aparecendo vários grupos musicais formados por mulheres, não só na área do choro, como no samba e no forró. É quase uma moda'', diz a flautista Rosana Moraes, que atua em outras formações incluindo grupos de samba e música clássica. Além dela, o Maracutaia conta com Bete Frigeri (cavaquinho), Taciana Bernardi (percussão) e Luciana Gastaldi (piano) - todas, musicistas atuantes na cidade.
Bete é violoncelista da Osuel (Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina), faz parte de um grupo de samba e toca choro desde a década de 70. Taciana, sua filha, segue a tradição familiar dando os primeiros passos musicais na área do choro. Luciana, por sua vez, divide o exercício da docência como professora de Matemática na UEL com a paixão pela música. Seu currículo destaca uma parceria com o bandolinista carioca Joel Nascimento, com quem gravou um CD em 2001.
O show de hoje, segundo Rosana, junta os improvisos descontraídos de praxe à execução de peças com arranjos mais elaborados assinados por Radamés Gnatalli, Jamie Vignoli e Luiz Otávio Braga para temas de Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Paulinho da Viola e outros ilustres.

Serviço:
- Hoje: Choro Maracutaia. Horário: 21 horas. Local: Tomate Seco Café Teatro (Av. Maringá, 1.730, fone 43/3025-7070). Couvert: R$ 4,00.

mockup