Sexo, orgia e o gato da hora
Curitiba - Quando a Ellus abriu seu desfile ninguém esperava o clima que iria tomar conta da noite dali por diante. Sexo. Sedução. Sadomasoquismo. Este é o clima da balzaquiana grife de Nelson Alvarenga neste outono-inverno 2003. Mesmo trazendo o ator global Erik Marmo para desfilar o espetáculo das roupas não perdeu espaço para a cara de anjo que ele tem.
Foi um dos poucos momentos dos seis dias de desfile em que um nome famoso e absoluto queridinho do Brasil não roubou a cena.
A apresentação mostrou que o sexo reina no imaginário dos criadores da grife. Muito preto, amarrações nas calças, seios à mostra, couro, máscaras. Uma insinuação permanente de lascividade, luxúria, sensualidade. Sinônimos sintetizados em uma apresentação minimizada e mais comercial do que a do São Paulo Fashion Week, feita no início do ano.
As botas de canos e saltos altíssimos em composição com minissaias jeans que deixavam o gordinho do ''bum-bum'' à mostra evidenciam que a grife está preocupada em produzir para clientes que compram a atitude que ela quer vender. Independente de moralismos.
A parte masculina também soube ser bem editada. Camisas de tecidos leves nervuradas trouxeram leveza ao clima. Os casacos longos pretos deram aos homens ares de sedução. Sabe aquele povo que sai à noite com roupas de couro por baixo de um casaco bem-comportado para mergulhar num clima do tipo ''De Olhos Bem Fechados'', de Stanley Kubrick? É esta a idéia Ellus. É tesão puro. Sexo na cidade.(A.C.G.)





