Setor têxtil deve receber US$ 12 bilhões até 2008
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quarta-feira, 17 de julho de 2002
Karla Matida<br> Enviada a São Paulo 
Na manhã de ontem, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf, apresentou à imprensa nacional e internacional alguns números do setor. Serviu para lembrar a todos que, enquanto Gisele Bundchen e cia. ganham os flashes na passarela, milhões de dólares são investidos e outros milhares de empregos são gerados.
Só no ano passado o setor faturou US$ 22 bilhões com um superávit de US$ 73 milhões. As 30 mil empresas da cadeia têxtil brasileira geram cerca de 1,45 milhão de empregos. De acordo com Skaf, a previsão é de que neste ano 80 mil a 90 mil empregos sejam ofertados.
Até 2008, estão previstos investimentos de US$ 12 bilhões no setor que está em sétimo lugar no ranking mundial. O clima é pra lá de otimista e a presença de jornalistas e compradores estrangeiros não é à toa. Depois de integrar todos os elos da cadeia têxtil no Brasil, a Abit agora parte para o mercado externo e por isso há três anos lançou o TexBrasil, programa estratégico da cadeia têxtil brasileira. Tem o apoio da Apex Agência de Promoção de Exportações.
No ano passado, o Brasil se tornou auto-suficiente na produção de algodão e, com as 900 mil toneladas produzidas por ano, já não é mais necessário importar. A meta agora é recuperar 1% de participação no mercado mundial, ou seja, elevar as exportações para US$ 4 bilhões por ano até 2007.


