Além dos intérpretes, os autores - a verdadeira origem dos personagens - sentem grandes modificações em suas carreiras depois de um sucesso. Porém, no caso dos criadores, o êxito está diretamente ligado aos números de audiência e à comoção pública causada pela história.
''A gente depende que o público embarque na história. Sem dúvida, 'Tieta', uma adaptação (da obra de Jorge Amado), e 'Pedra Sobre Pedra', completamente autoral, foram as novelas que fizeram meu nome'', conta Aguinaldo Silva, autor de ''Fina Estampa'' e o único a escrever somente histórias para o horário das 21h.
Neste seleto grupo do horário mais nobre da Globo, João Emanuel Carneiro é o caçula. Colaborador de novelas desde 2000, ele assinou sua primeira trama em 2004, ''Da Cor do Pecado'', improvável sucesso às sete da noite.
No entanto, a mudança de patamar de João dentro da emissora veio com ''A Favorita'', sua primeiro novela das nove, que demorou a engrenar, mas que inovou ao surpreender o público com os mistérios de Donatela, vivida por Cláudia Raia, e Flora, de Patrícia Pillar. ''É bom sair do lugar-comum. Foi uma novela importante e me deu firmeza como autor. Coloquei o famoso 'quem matou?' no começo. Quis ver telespectador julgar uma pessoa e depois ver que está errado. Deu certo'', relembra João. (G.B./TV Press)

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